Andy Murray vira número 1 do mundo após desistência de adversário

Escocês desbancará Djokovic na atualização do ranking da próxima segunda (7)

Marcos Loreto visitou a Folha nesta quinta-feira (04)Marcos Loreto visitou a Folha nesta quinta-feira (04) - Foto: Henrique Genecy/Folha de Pernambuco

O escocês Andy Murray garantiu a tão sonhada posição de número 1 do mundo, ao se classificar neste sábado (5) para a final do Masters 1000 de Paris sem entrar em quadra, com a desistência do canadense Milos Raonic, que sofreu uma lesão na perna.

No ranking da próxima segunda-feira (7), o tenista de 29 anos vai desbancar o sérvio Novak Djokovic, que não saía do topo desde julho de 2014. O britânico decidirá o título do torneio parisiense com o americano John Isner, que superou com autoridade por 6/4 e 6/3 o croata Marin Cilic, algoz de Djoko nas quartas.

Raonic justificou a desistência ao alegar que machucou a perna no seu duelo de quartas de final com o francês Jo-Wilfried Tsonga.

Murray aproveitou a queda de rendimento de Djokovic, que conseguiu a incrível façanha de ganhar os quatro Grand Slams em sequência (Wimbledon e US Open em 2015, Aberto da Austrália e Roland Garros em 2016), mas não conseguiu manter o nível no segundo semestre.

Na verdade, tudo começou a desandar para o sérvio depois do título inédito em Roland Garros, o único que faltava na sua carreira. Ao quebrar esse tabu, 'Nole' tirou uma tonelada de pressão das costas e ele mesmo confessou recentemente que prefere agora focar no "prazer de jogar tênis" e não apenas na busca incessante por resultados e marcas históricas.

Enquanto isso Murray, que voltou a ser treinado por Ivan Lendl, viveu simplesmente o melhor momento da sua carreira: foram 45 vitórias em 48 jogos (a sequência atual é de 18 triunfos seguidos) e seis troféus em oito torneios disputados. Entre os mais notáveis, o bicampeonato em Wimbledon e a segunda medalha de ouro olímpica, no Rio de Janeiro.

O ano de 2016 já havia começado de melhor forma possível para ele fora das quadras, com o nascimento da sua filha, Sophia Olivia, em fevereiro. O escocês se tornou o tenista mais velho a chegar ao topo desde o australiano John Newcombe, em 1974.

Vale ressaltar que passou a grande maioria da sua carreira na sombra de três lendas do esporte, Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, que conquistaram juntos 43 dos 54 Grand Slams em jogo desde o segundo semestre de 2003.

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