Apesar do trauma, torcidas prometem marcar presença

Ainda assustados com tumulto da semana passada, tricolores e rubro-negros garantem que vão apoiar seus times

Vinícius Amaro (c) promete comparecer para apoiar o time ao lado dos amigosVinícius Amaro (c) promete comparecer para apoiar o time ao lado dos amigos - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Nas vésperas do segundo e último Clássico das Multidões do ano, rubro-negros e tricolores que acompanham seus times nos estádios sofrem os reflexos dos fatos ocorridos na última quarta-feira (8), quando Sport e Santa Cruz se enfrentaram ainda pela primeira fase do Campeonato Pernambucano.

O incidente envolvendo torcedores do Santa Cruz e a Polícia Militar deixou não só marcas físicas ao permear ao menos 16 feridos entre homens, mulheres e crianças. As consequências psicológicas envolvem medo, cautela e atenção por parte daqueles que se juntam aos times no espetáculo do futebol.

Em entrevista concedida à Folha de Pernambuco, o torcedor e ex-dirigente do Santa Cruz Jomar Rocha destacou que é necessário aumentar o cuidado quando se trata de um jogo com tantos envolvidos. "Certamente em todo clássico temos que ter bastante cuidado independentemente de qual estádio seja. Nesses jogos, principalmente na Ilha do Retiro, pelo acesso e pela maneira como alguns policiais se portam, a gente realmente tem que ter um cuidado diferente. Não levarei meu filho por esse motivo, mas irei, pois gosto de assistir aos jogos da arquibancada, junto da torcida", ponderou o funcionário público. Apesar do receio, os tricolores comparecerão em grande número à Ilha do Retiro, após esgotamento dos ingressos em poucas horas do início das vendas.

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Pelo lado rubro-negro, que não teve qualquer relação com o conflito, os torcedores afirmaram que as pessoas que apoiam o time não devem deixar de ir ao estádio por um fato pontual, ainda mais em um jogo tão decisivo. "O tumulto foi algo ocasional, a torcida não procurou, ocorreu uma fatalidade por conta de um artefato. Creio que o torcedor vai do mesmo jeito ou em maior número, devendo ter cuidado, assim como a polícia na maneira como agir, para não haver nenhum outro contratempo como esse que só fez manchar o espetáculo que é o futebol" asseverou Vinicius Amaro, que é torcedor do Sport.

"Eu venho a campo há muitos anos e essas confusões acontecem em vários clássicos, infelizmente já faz parte. Venho pela motivação em si de ser uma decisão, não podemos ficar amedrontados pelo que aconteceu. Infelizmente, há pessoas que não vêm pra torcer e se misturam com os torcedores de verdade, que sofrem com as retaliações gerais sofridas. O degrau da ilha do retiro é muito alto e quando a PM foi atrás do torcedor, aconteceu aquela avalanche, no susto, já que ninguém olhou para o chão. A polícia podia agir com mais cautela para evitar o corre-corre e o tumulto", disse Antonio de Andrade, 45, porteiro.

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