Apodi não esconde emoção ao falar sobre tragédia com Chapecoense

Lateral-direito defendeu a equipe catarinense em 2015

Cerimônia de comemoração pelos 50 anos do TCECerimônia de comemoração pelos 50 anos do TCE - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A tristeza e o sentimento de dor após a tragédia que acometeu a Chapecoense é ainda mais forte para aqueles que tinham uma ligação direta seja com o clube ou com atletas que defendiam as cores do time catarinense. Esse, por exemplo, é o caso do lateral-direito Apodi, que jogou no Verdão do Oeste em 2015, além de ser amigo de alguns integrantes do elenco. Sem esconder a emoção, o atleta confessou que ainda está perplexo com o caso.

"Recebi a ligação do meu cunhado que mora em Chapecó e eu não acreditei no que estava acontecendo. Liguei a televisão, procurei informações na internet, mas até agora não quero acreditar”, confessou.

“Tinha amigos de verdade lá. Daqueles que você sai para jantar com as esposas. Perdi pessoas queridas. Joguei com o Ananias em 2002, na base. Gil era meu irmão, o Neto graças a Deus está vivo e lutando. Ele é um guerreiro e Deus vai abençoar para que ele possa sair dessa. O que eu posso falar agora é força. Força Chapecoense, força para as famílias. Estou junto com todos eles e sinto tanto quanto eles. Todos eram meus irmãos", completou.

Com a tragédia, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adiou a última rodada do Brasileirão. O jogo do Sport, desta forma, passou para o dia 11 de dezembro, na Ilha do Retiro, contra o Figueirense. Para Apodi, contudo, não há mais clima para futebol em 2016.

“Não existe mais. Vai ser difícil para todo mundo que está envolvido com futebol. Se fosse possível, acho que ninguém entraria em campo. Mas uma hora vamos precisar desligar a chave e fazer o que precisa ser feito”, concluiu.

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