Após brilhar nos Escolares, Júlia Góes quer ir além

Aos 15 anos, nadadora Júlia Góes comemora quebra de recorde que pertencia a Etiene Medeiros nos Jogos Escolares

Nadadora pernambucana Júlia GóesNadadora pernambucana Júlia Góes - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

As expectativas em atletas que fazem sucesso na categoria de base sempre são muito grandes. Principalmente quando eles alcançam números superiores aos de quem se tornou profissional. Esse é o caso da nadadora Júlia Góes, de apenas 15 anos. Atleta do colégio Salesiano e da AABB Recife, ela conquistou recentemente sua terceira medalha de ouro nos Jogos Escolares da Juventude, disputados em Natal (RN). Só que, dessa vez, a conquista veio acompanha de recorde.

Júlia estabeleceu o melhor tempo do evento na prova dos 50 metros costas, com 29s53. O detalhe é que a marca anterior pertencia a ninguém menos que Etiene Medeiros, pernambucana que, aos 27 anos, se consolidou como uma das referências principais da natação brasileira atualmente, tendo se sagrado campeã mundial desta mesma prova em 2017.

Um feito e tanto para a menina que aprendeu a nadar aos sete anos, em um cenário pra lá de paradisíaco. Como o pai é instrutor de mergulho em Porto de Galinhas, foi nas piscinas naturais de uma das praias mais belas do País que ela deu suas primeiras braçadas. Três anos depois estava no Sport, já chamando atenção. Primeiro treinador dela no clube, o cubano Raul Fuentes a definiu como “diamante bruto a ser lapidado”. Em 2014, Júlia seguiu para a AABB, acompanhado o técnico Sadler Sulzberger, que estava deixando o Sport.

A rotina de treinos é intensa, seis vezes por semana, mas mostra resultados. Este foi o primeiro ano de Júlia na categoria de 15 a 17 anos dos Jogos Escolares da Juventude e, mesmo sendo uma das mais novas da disputa, ela mostrou todo talento em um cartão de apresentação de respeito. Antes, entre as participantes de 12 a 14 anos, havia sido bicampeã da mesma prova, os 50 metros costas.

“Estou muito feliz. Neste ano, me senti um pouco nervosa por estar competindo com meninas mais velhas. Mas eu confiei no meu treino e no meu técnico que iria conseguir um bom resultado. Sobre o recorde eu não sei nem explicar, é muito gratificante porque Etiene é meu ídolo, então para chegar até aqui batalhei bastante. É uma sensação muito boa”, comentou a nadadora, que apesar de já fazer o balanço da temporada, ainda tem compromisso em 2018. Na próxima semana, ela compete o Brasileiro de Verão, sediado no Grêmio Náutico União, em Porto Alegre/RS.

   Responsabilidade

Apesar de tão nova, Júlia já possui um currículo de peso. Sendo convocada desde os 14 anos para seleção brasileira escolar, ela conquistou três medalhas de ouro no Sul-Americano do ano passado, na Bolívia, sendo um deles nos 50 metros costas e dois em revezamentos. Em 2018, em competições pela AABB, conseguiu o primeiro lugar na categoria “B” do troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro, além de conquistar os 50 metros e 100 metros costas no Brasileiro Interclubes Juvenil de Natação de Inverno. Isso sem contar com a conquista dos Jogos Escolares da Juventude.

Consciente dos bons resultados obtidos, Júlia admite que há uma expectativa grande sobre ela. “Hoje eu sinto mais responsabilidade antes de entrar na piscina. Eu sempre quero dar orgulho para as pessoas que estão no meu dia a dia. Antes de ir para uma prova eu sempre penso no esforço que meus pais e meu treinador fazem por mim. Então, eu simplesmente vou pra lá tentando retribuir”, disse a jovem.

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