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Argentina conta as horas para o 'maior dos Superclásicos'

É a primeira vez, em 58 anos, que a final da Libertadores - Boca Juniors x River Plate, será entre dois times da mesma cidade - Buenos Aires

Boca Juniors x River Plate: rivalidade histórica decidirá LibertadoresBoca Juniors x River Plate: rivalidade histórica decidirá Libertadores - Foto: Reprodução/Instagram

A América do Sul está a poucos dias de parar para ver a "maior final da história do futebol". Exageros à parte, é dessa maneira que a decisão da Taça Libertadores da América vem sendo tratada em toda a Argentina. E também em outros países de forte cultura futebolística. O frenesi se explica: Boca Juniors e River Plate, dois titãs da bola, também os maiores clubes da terra do Dios Maradona e arquirrivais históricos, se enfrentarão pelo troféu mais cobiçado do continente. Será a primeira vez, em 58 anos de disputa da competição, que o confronto derradeiro se dará entre dois times da mesma cidade - Buenos Aires. O chamado Superclásico nunca pegou tanto fogo.

Diante de tanta euforia e ansiedade, também há muitas preocupações. Até o próprio Maurício Macri, presidente da Argentina, afirmou que a sua nação ficará “três semanas sem dormir”. Sentenciou também que "o time que perder demorará 20 anos para se recuperar”. Vale lembrar que Macri foi presidente do Boca Juniors em um dos períodos mais vitoriosos do clube (na virada do milênio) e, mesmo assim, anunciou que preferia que Palmeiras ou Grêmio estivessem na final, dada a magnitude do já histórico embate. Além disso, o duelo reserva também outras novidades. O que só servem para apimentar ainda mais a expectativa em torno da partida.

Não dá mesmo para dizer que se trata de uma final comum. Até mesmo a Conmebol (entidade que rege o futebol sul-americano) fez um pedido formal à Associação de Futebol da Argentina para modificar as datas do campeonato nacional. A ideia é realizar os dois jogos da decisão da Libertadores em sábados, ao invés das quartas-feiras, como acontecia normalmente. Não bastasse tudo isso, a edição de 2019 encerrará um ciclo na história da competição. A final deste ano será a última disputada em confrontos de ida e volta, sendo um na casa de cada equipe. A partir de 2020 o certame será decidido em partida única e em campo neutro.

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Nem o multimilionário futebol europeu pode dizer que presenciou uma decisão continental carregada de tanta rivalidade. Torneio mais rico do mundo, a Liga dos Campeões da Europa já até contou com algumas finais históricas, entre times da mesma cidade e do mesmo país. Como exemplo, Atlético de Madrid e Real Madrid se enfrentaram duas vezes no jogo do título (2014 e 2016). Houve também Juventus x Milan (2003) e Bayern de Munique x Borussia Dortmund (2013). Ainda assim, tais duelos não podem ser colocados no mesmo patamar de um Barcelona x Real Madrid - que nunca se enfrentaram numa final de Champions. Tampouco de Boca x River.

"Vai ter e já tem muita discussão nas escolas e nos locais de trabalho", garante Santiago Alberto Ferrel, editor do jornal Perfil e fanático pelo River Plate. "Aqui no jornal o editor-geral solicitou um 'acordo de convivência' informal na redação. Piadas sim, mas sem brigas", relata. "Sobre o clássico, temos uma expressão: A glória ou Devoto (a principal penitenciária de Buenos Aires durante muito tempo). Quer dizer: a quem ganha, a glória; a quem perde, a prisão. Vai ser verdadeiramente histórico e muito forte", conta o argentino, à espera da peleja mais tórrida dos últimos anos. O primeiro jogo será no próximo dia 10, na Bombonera, casa do Boca. A finalíssima está marcada para o dia 24, no Monumental de Núñez.

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