Assessor de clube russo é punido por racismo contra brasileiros

Postagem no Twitter que tratava dos atletas Fernando, Luiz Adriano e Pedro Rocha foi considerada de cunho racista

Luiz Adriano, atleta do FC Spartak MoscowLuiz Adriano, atleta do FC Spartak Moscow - Foto: FC Spartak Moscow/Twitter

O Comitê de Ética da União Russa de Futebol decidiu multar em 20 mil rublos (R$ 1,2 mil) o assessor de imprensa do Spartak Moscou Leonid Trachtenberg por causa de postagem no Twitter feita no último dia 13 na qual compara os jogadores brasileiros Fernando, Luiz Adriano e Pedro Rocha com chocolate derretendo no sol durante exercício na intertemporada do clube nos Emirados Árabes Unidos.
O jogador russo Georgi Djikiia, que faz a comparação no vídeo, recebeu uma advertência da União Russa.

Tanto o assessor quanto o atleta têm três dias para recorrer da sanção.
"Em nosso trabalho, nunca tivemos de lidar com uma situação como esta. O advogado do Spartak e o assessor Leonid Trachtenberg participaram do encontro e admitiram o erro por terem publicado tal material", disse Semen Andreev, chefe do Comitê de Ética.

"Claro que o assessor de imprensa é responsável por isso", completou.
A publicação do vídeo deu muita polêmica e o Spartak foi acusado de racismo. Tanto que a postagem foi apagada da conta do clube e na sequência diversos vídeos negando a existência de racismo no clube foram feitos.

Em um destes vídeos, Djikiia e os três brasileiros aparecem juntos. Djikiia diz: "Na nossa equipe não existe racismo. Somos todos irmãos, todos uma família".
Luiz Adriano responde: "Meu irmão, meu amigo. Você é uma lenda do Spartak. Eu te amo, meu amigo". Depois, o atacante recebe um beijo do companheiro russo.

VÍDEO

No ano passado, durante a final da Supercopa da Rússia, contra o Lokomotiv Moscou, torcedores do Spartak proferiram cantos racistas contra o goleiro brasileiro Guilherme Marinato, que é naturalizado russo e defende a equipe rival e a seleção local.

"Banana, banana mama. Para que diabos a seleção russa precisa de um macaco?".
O racismo é uma preocupação das autoridades russas e da Fifa para a Copa do Mundo, que começa em 14 de junho. Para combater o problema, a federação russa nomeou o ex-jogador Alexei Smertin como um supervisor para reportar problemas e punir os infratores.

No ano passado, em um desfile ocorrido em Sochi antes da Copa das Confederações, camaroneses foram retratados por russo com o rosto pintado de preto. Um deles, tinha um cacho de banana no pescoço.

A Fifa já informou que na Copa do Mundo, árbitros terão o poder de paralisar as partidas caso haja algum problema de racismo.

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