Ataque é setor problema para o Sport nos últimos anos

Em 2018, o Sport teve a menor média de gols marcados nas últimas quatro temporadas, marcando apenas 1,11 gol por partida

Marlone foi um dos artilheiros do Sport na temporada, com apenas sete gols. Marlone foi um dos artilheiros do Sport na temporada, com apenas sete gols.  - Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

No mercado da bola, a "prateleira" de atacantes é uma das mais caras em geral, ao lado dos meias armadores com perfil de "camisa 10". Mesmo com os cofres cheios, como nos últimos três anos, o Sport teve sérios problemas para encontrar atacantes goleadores. O último deles foi André, que deixou o clube ainda no começo deste ano. De lá para cá foram várias tentativas frustradas, com Rafael Marques, Índio, Hygor, Carlos Henrique, Rogério, Matheus Peixoto e por último Hernane Brocador.

Para 2019 a missão de encontrar essas peças será ainda mais difícil. Com uma nova política, de austeridade, o Leão terá uma nova realidade financeira para ir ao mercado e assim menos chances para errar nas escolhas.

Neste ano, o desempenho dos homens-gol da Praça da Bandeira foram bem abaixo do esperado. O melhor retrato disso é que a artilharia da temporada terminou com o volante Anselmo, que deixou o clube ainda na reta inicial deste último Brasileirão, e com o meia Marlone. Ambos marcaram apenas sete gols para conseguir esse "status" de artilheiros do clube em 2018. Considerando apenas quatro últimas temporadas, essa foi a que o Sport teve a menor média de gols, marcando praticamente apenas um gol por jogo. Uma estatística bem abaixo de 2015, por exemplo, quando fechou o ano com uma média 1,51 gol por partida.

Mas, não é apenas o Sport que sofre com essa escassez de goleadores. O futebol brasileiro, em geral, padece neste quesito. Quando surge alguma revelação no setor, facilmente o jovem é vendido para algum clube estrangeiro, geralmente para a Europa, como aconteceu com Gabriel Jesus e Vinícius Júnior.

Para conseguir êxito, alguns clubes fazem o caminho inverso e não investem nos mais novos, mas sim nos mais velhos, como e o caso de Ricardo Oliveira, no Atlético/MG, Fred, no Cruzeiro, e Diego Souza, no São Paulo. Nos Brasileirões dos anos 1990 e início de 2000 era comum os jogadores chegarem aos 20, 30 gols marcados. Neste ano, por exemplo, Gabigol foi o artilheiro com 18 gols, seguido por Ricardo Oliveira, com 13.

A última sensação brasileira que foge dos padrões dos veteranos é Pablo. Com 26 anos e um excelente Brasileirão pelo Athletico/PR, o jogador foi comprado pelo São Paulo por pouco menos de R$ 27 milhões.

Médias de gols do Sport nas últimas quatro temporadas

2018

59 gols em 53 jogos - 1,11 gol por jogo

2017

111 gols em 80 jogos - 1,39 gol por jogo

2016

84 gols em 67 jogos - 1,25 gol por jogo

2015

110 gols em 73 jogos - 1,51 gol por jogo

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