Atletas pernambucanos viajam rumo à São Silvestre

Mais de 40 atletas embarcaram nesta quarta-feira (26), rumo a São Paulo para participar da corrida histórica

Graciete da Silva irá participar da sua 31ª São SilvrestreGraciete da Silva irá participar da sua 31ª São Silvrestre - Foto: Rafael Furtado/ Folha de Pernambuco

O ritmo era de alegria, entusiasmo e confiança. Na manhã desta quarta-feira (26), 44 atletas (homens e mulheres), embarcaram com destino a São Paulo, para representarem Pernambuco na 94ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, que acontecerá no dia 31 deste mês. Com apoio da Prefeitura do Recife, um ônibus saiu às 9h no edifício-sede da Prefeitura, no Cais do Apolo e tem chegada prevista na capital paulista no dia 29.

A medalhista Olímpica em 2012, e hoje Secretária de Esportes, Yane Marques, estava presente no embarque dos atletas e comentou sobre a importância do apoio da Prefeitura para a viagem. “Foi muito importante a organização, como tudo foi feito para os atletas viajarem. Em relação ao ano passado, a prefeitura conseguiu que eles embarcassem um dia antes para poder ter mais tempo de preparação. Lá, eles ficarão acampados em um colégio até o dia da prova”, comentou.

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Entre vários corredores que estarão na prova, a senhora Graciete da Silva, de 80 anos, que mora em Vitória de Santo Antão, irá participar do evento pela 31ª vez, e contou não apenas a emoção de ir este ano, mas a importância da corrida na sua vida. “Eu já passei por bastante coisa na minha jornada. Cheguei a sofrer de depressão e ser internada por um bom tempo. Pedi a Deus pra ele me curar. Há 31 anos, encontrei a corrida como motivação de vida. Hoje, não me vejo fazendo outra coisa senão correr por aí. O esporte me curou, e posso dizer que se eu morrer correndo, morrerei feliz”, completou a empolgada corredora que é conhecida como “Dona Gil”.

Já seu Severino Pereira, de 67 anos, participou de 19 São Silvestres, e enrolado na bandeira de Pernambuco e com enfeites de carnaval, falou da sua trajetória no evento e se mostrou animado para próxima corrida. “Já são muitos anos de história. Me lembro da primeira corrida que vim em 1998 e acabei caindo e me arranhando todo. No ano seguinte, corri de Caboclo de Lança, aí mais ninguém encostou em mim. Pra mim, acho que um atleta pode correr todas as provas do mundo, mas só estará completo se correr uma São Silvestre, e essa será mais uma muito especial”, afirmou o aposentado que mora em Paulista.

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