Atletismo tem novo regulamento para mulheres transgênero

A partir de agora, atletas mulheres trans devem comprovar que a taxa de testosterona não supera 5 nanomoles/litro

Caster Semenya, corredora sul-africanaCaster Semenya, corredora sul-africana - Foto: Saeed Khan/AFP

As atletas transgênero poderão participar em competições após apresentar uma "simples declaração" de seu gênero feminino, mas terão que provar que sua taxa de testosterona não supera um valor pré-definido, anunciou nesta quarta-feira a Federação Internacional de Atletismo (Iaaf).

Até então, as atletas transgênero femininas precisavam apresentar um documento oficial que validasse seu gênero. De acordo com o novo regulamento da Iaaf, que entrou em vigor em 1º de outubro, este documento já não é mais necessário e as atletas poderão simplesmente apresentar "uma declaração assinada" que certifique seu gênero.

Contudo, estas atletas terão que apresentar provas de que sua taxa de testosterona é inferior a 5 nanomoles/litro "continuamente por um período de pelo menos 12 meses". Esta taxa terá que continuar abaixo do nível limite para que as atletas possam participar em competições femininas, completou a Iaaf.

A Iaaf aplica assim às atletas transgênero as mesmas regras que existem para as atletas hiperandrógenas e que impediram a sul-africana Caster Semenya de defender seu título nos 800 metros no Mundial de atletismo de Doha, no fim de setembro. 

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