Baixo efetivo da PM em jogo provoca reunião entre FPF e Governo

Presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, ratificou que não há perigo de o Náutico ter de jogar fora do estado por conta de falta de policiamento da PM

Náutico x Juventude, pela semifinal da Série C, nos AflitosNáutico x Juventude, pela semifinal da Série C, nos Aflitos - Foto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

No início da tarde desta segunda (23), o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, se reuniu com a vice-governadora do estado, Luciano Santos, para tratar da polêmica que houve no último domingo (22), envolvendo a Polícia Militar de Pernambuco e o Náutico. Após a classificação do Timbu à final da Série C 2019, o vice-presidente de futebol do clube, Diógenes Braga, disse que o órgão disponibilizou poucos profissionais para fazer a segurança do evento, citando que o clube foi alvo de uma “retaliação” após ter solicitado a realização do confronto diante do Juventute, nos Aflitos, no mesmo dia do show da banda Bon Jovi, no Arruda. No encontro, Carvalho procurou explicações para o baixo efetivo de policiais.

“Considero que houve um erro, uma falha de comunicação que gerou tudo isso. Já conversei com a vice-governadora e ela repassou o assunto para Paulo Câmara (Governador). Está tudo solucionado e daqui para frente teremos o trabalho normal da PM. Nesse último jogo, nós tivemos que acionar a guarda municial e eles colocaram todo o efetivo à disposição. O importante é que não houve incidentes e tudo correu bem", frisou Evandro.

O mandatário da FPF disse que vai ao Rio de Janeiro conversar com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Após o ocorrido, a entidade nacional se mostrou preocupada com o caso. Foi levantada, inclusive, a possibilidade de Pernambuco deixar de sediar jogos enquanto a situação não for regularizado. Perigo que Carvalho tratou de minimizar.

“Não podemos receber jogos sem a Polícia Militar. Mas o que houve ontem foi um caso isolado, inusitado. Vou ao Rio de Janeiro para tranquilizar a CBF e dizer que teremos normalmente a PM nas próximas partidas", explicou.

Entenda


A confusão entre Náutico e a Polícia Militar do Estado teve início nos últimos dias, quando, por recomendação da própria PM, o Ministério Público de Pernambuco entrou com pedido de adiamento do jogo. O motivo seria por conta da realização do show da banda Bon Jovi, também na noite deste domingo, no Arruda.

O pedido foi atendido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Assim, a partida seria adiada para a próxima segunda (23). No entanto, na última sexta-feira, o Náutico entrou com um mandado de segurança cível e conseguiu derrubar a decisão. Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco disse que ficou responsável pelo "patrulhamento externo do estádio, com viaturas, motos e policiamento a pé".

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