Baptista deixa de lado a matemática na luta contra a queda

Técnico do Sport não escondeu insatisfação após derrota por 1x0 para o Palmeiras, na Ilha do Retiro

Eduardo Baptista, técnico do Sport Eduardo Baptista, técnico do Sport  - Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Apostando no lado emocional durante toda a semana antes do duelo diante do Palmeiras, o treinador Eduardo Baptista apostava em sete vitórias nos sete jogos em casa que restavam para o Sport nesta Série A. Com o revés diante do Alviverde, Baptista mudou um pouco o discurso e já deixou claro que a matemática não é mais companheira dos rubro-negros na competição. Na vice-lanterna, com 24 pontos, o Sport precisa vencer sete dos 12 jogos que restam. “Não é hora de olhar mais para a matemática. É hora de trabalhar. Sabemos que os números não nos favorecem e olhar por esse lado não vai nos ajudar em nada”, afirmou o técnico.

Além do abatimento, Eduardo Baptista mostrou um comportamento inquieto durante toda a entrevista, não escondendo o incômodo com essa derrota em que ele depositou tanta confiança de que sairia vitorioso de campo. “Foi um primeiro tempo equilibrado, com as duas equipes se estudando bastante. Na etapa final, os dois times tiveram chances. Ronaldo Alves me pediu para sair por cãibras. Se ele estivesse em campo no lance do gol, provavelmente a situação seria diferente. Mas, agora isso já é passado”, disse.

Em certos momentos, o treinador do Sport mostrou até mesmo irritação, recusando-se a responder dois assuntos: arbitragem e a situação de Fellipe Bastos e Michel Bastos. “Essas perguntas você tem que fazer para a diretoria. Eu falo de parte tática. Esses assuntos não são comigo”, declarou Eduardo Baptista.

Questionado sobre o que precisa ser feito para que o time consiga retomar o caminho das vitórias, o comandante do Sport manteve o discurso de que apenas o trabalho pode tirar o time dessa situação. No próximo domingo (30), o Leão encara o Atlético/MG, no Independência, precisando vencer a todo custo. “Não tem outra palavra que possa definir o que precisamos fazer que não seja trabalhar. Estamos evoluindo e isso é claro em campo. Vamos trabalhar e trabalhar”, finalizou.

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