Basquete: projeto vitorioso está perto de voltar ao Sport

Capitaneada por Roberto Dornelas, RD Sports encaminha acerto com Leão para abrigar modalidade feminina

Parceria já rendeu ao Leão o título da LBF em 2012/2013Parceria já rendeu ao Leão o título da LBF em 2012/2013 - Foto: Diego Nigro/Arquivo Folha

Cinco anos após uma separação dolorida, o projeto de basquete feminino capitaneado pelo técnico Roberto Dornelas está perto de voltar ao Sport. Nos últimos anos, o projeto cresceu, ganhou corpo como Associação Atlética RD Sports, com estrutura completa de centro de treinamento, equipe multidisciplinar, vaga na Liga Nacional de Basquete Feminino (LBF), desenvolvimento de categorias de base e alça social. O Rubro-negro, por sua vez, entrou em crise e, com dificuldades financeiras, sentenciou que cada modalidade olímpica ou amadora tem de andar com suas próprias pernas.

Como a RD Sports já faz isso há algum tempo, voltar ao Rubro-negro cai como uma luva para ambos os lados. Enquanto o projeto volta a estar ligado a uma marca forte, ganha um ginásio e uma torcida mais forte, o Sport agrega uma estrutura diferenciada não só para o basquete, já que a ideia é expandir alguns setores, como musculação, fisioterapia e psicologia, através de parcerias, a atletas de outras modalidades.

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“Eu tô muito feliz de poder voltar a vestir essa camisa”, sintetiza o treinador, que não esconde a saudade das ligas disputadas com o ginásio preenchido em sua capacidade máxima. Em 2012/2013, com a camisa do Sport, ele foi campeão nacional. Na edição seguinte, vice. Em ambas as campanhas, precisou fechar os portões do ginásio nos playoffs para não haver punição por superlotação.

Dornelas e sua equipe deixaram o Sport após conflitos internos com a gestão da época. Desde o ano passado, contudo, fora procurado pelos atuais dirigentes para uma possível retomada da parceria. Como a RD Sports já estava com compromissos em andamento para a LBF 2019, as conversas ficaram para após o Nacional. A proposta da RD Sports é trabalhar as categorias Sub-19 e Adulto feminino do Rubro-negro. Por enquanto, a fase ainda é de reuniões com quem toca a modalidade hoje no clube, como Ricardo Estevão (Tibau), Bruno Lisboa e Rodolfo Aguiar, além de profissionais que farão parte da parceria, para afinar os detalhes antes de colocar a mão na massa de fato. Na próxima terça-feira, haverá uma reunião para bater o martelo e firmar, de fato, esse retorno. “Como estamos vivendo uma fase difícil no clube, buscamos alternativas para reerguer a modalidade. Uma delas foi construir alojamentos no ginásio para receber times de fora e gerar receita. Outra é a possibilidade dessa parceria, que agregaria muito ao trabalho. Vemos com bons olhos. Haverá uma reunião na terça, mas acho difícil que haja negativa da diretoria, visto que deram carta branca a todos os esportes para se organizarem”, destaca Tibau.

Se consolidado o acerto, a RD Sports seguirá no Colégio Salesiano, na área central do Recife, até dezembro para cumprir compromissos assumidos. Depois disso, levará parte da sua estrutura para o Sport, como o piso da quadra, tabelas, aparelhos de fisioterapia, musculação e afins. Outros equipamentos irão para o Sesc de Santo Amaro, onde continuará funcionando o projeto social Cestinhas do Futuro.

Entre os principais fatores que fazem os olhos da RD Sports brilharem nesse possível retorno ao Sport é tentar atrair com mais facilidade patrocinadores para a próxima edição da LBF. Nas últimas temporadas, a RD Sports encontrou dificuldades nesse sentido e quase ficou fora da Liga 2019, iniciando o certame com somente metade do orçamento garantido (pela Uninassau) após um patrocinador quase certo dar para trás às vésperas da estreia. Na metade do campeonato, acertou com a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho e conseguiu fechar as finanças. Mas ambos os contratos foram apenas para a edição de 2019.

“A ideia é manter todos os parceiros que fizemos esse ano, logísticos e financeiros. Mas uma coisa é patrocinar a RD, outra é patrocinar o Sport. Vai ter quem queira e quem não. Na minha cabeça, abre um caminho maior por ser um clube de bandeira, mas isso não é garantia de nada”, explica Dornelas.

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