Bekele vence Maratona de Berlim com tempo próximo a recorde mundial

Em segundo lugar ficou Birhnau Legese (2h02min48seg) e, em terceiro, Sisay Lemma (2h03min36seg)

Bekele cruzou a linha de chegada em primeiro lugar com o tempo 2h01min41segBekele cruzou a linha de chegada em primeiro lugar com o tempo 2h01min41seg - Foto: Divulgação

Não teve para outro país. A Etiópia ocupou os três primeiros lugares no masculino da 46ª Maratona de Berlim, disputada neste domingo (29). Aposta da prova, Kenenisa Bekele cruzou a linha de chegada em primeiro lugar com o tempo 2h01min41seg, o segundo mais rápido da história da modalidade e próximo às 2h01min39seg alcançados por Eliud Kipchoge na capital alemã em 2018.

Em segundo lugar ficou Birhnau Legese (2h02min48seg) e, em terceiro, Sisay Lemma (2h03min36seg). Bekele e Legese dividiram a liderança durante boa parte da prova. Os dois passaram pela virada da meia maratona, 21,097 km, com o mesmo tempo: 1h01min05seg. Junto com eles estavam Lemma, Leul Gebrselassie, também da Etiópia, e o queniano Jonathan Korir, apenas um segundo atrás.

O pelotão de elite, no entanto, começou a afunilar no km 25, quando Gebrselassie ficou para trás. Dois quilômetros depois, foi a vez de Korir. Nos quilômetros finais, Bekele se desgarrou do grupo para vencer a prova.

O etíope, atual recordista dos 5.000 metros e 10.000 metros, em pista, confirmou seu favoritismo. Em 2006, ele participou da Maratona de Berlim e terminou com um bom tempo, de 2h03min03seg. O atleta não mantém uma consistência em provas de 42 km e chegou a ficar de fora da Maratona de Tóquio -que integra o circuito das Majors, circuito mundial com as seis principais provas- este ano por causa de uma lesão.

Uma lesão no tendão de Aquiles foi o que tirou a queniana Vivian Cheruiyot, que ficou em segundo lugar em Londres neste ano, da prova em Berlim. Com a atleta de fora, a sua conterrânea Gladys Cherono e a etíope Genzebe Dibaba eram fortes candidatas a quebrar o recorde -a cidade não vê uma mulher alcançando o melhor tempo do mundo na modalidade desde 2001, quando a japonesa Naoko Takahashi completou o percurso em 2h19min46seg.

No entanto, quem venceu a prova foi a etíope Ashete Bekere, com tempo 2h20min14seg, longe dos 2h17min01seg do recorde na modalidade, alcançado pela queniana Mary Keitany em Londres 2017. Dibaba ficou em segundo lugar, apenas 8 segundos atrás e Sally Chepyego (2h21min06seg), do Quênia, chegou em terceiro.
Mostrando o domínio etíope também no feminino, Bekere e Dibaba disputaram passo a passo os 42,195 km do percurso. Elas alcançaram a metade da prova com 1h10min20seg, mesmo tempo da etíope Helen Tola e de Chepyego, que manteve bom ritmo até o fim, mas não o suficiente para alcançar as duas primeiras colocadas.

Mais de 46 mil corredores de 150 países se inscreveram para a 46º Maratona de Berlim, 101 deles para conquistar a 6 Medal, medalha conferida a quem completar a seis Majors. Quinta nação estrangeira em número de atletas inscritos, o Brasil teve 1.463 representantes, entre eles Fredison Costa, que já venceu a prova na Disney sete vezes.

MARATONA DE BERLIM


A prova de Berlim é conhecida como a maratona dos recordes. Desde sua primeira edição, em 1974, 11 recordes já foram quebrados lá, sendo 8 no masculino e 3 no feminino. Dos 10 melhores tempos conquistados por homens, 6 foram alcançados na capital alemã -os outros 4, em Londres. A melhor marca atual, 2h01min39seg, foi conquistada no ano passado pelo queniano Eliud Kipchoge, em Berlim.

Conhecido como Kip, o atleta ficou de fora da corrida este ano porque se prepara para enfrentar, pela segunda vez, o desafio de percorrer os 42,195 km da modalidade em menos de duas horas -feito inédito. Pela proximidade, uma vez que o Ineos 1:59 Challenge será em 12 de outubro, em Viena, ele ficou desta vez de fora da tradicional prova. Já entre as mulheres, apenas 1 dos 10 melhores tempos está na lista berlinense -o 8º. No ano passado, a queniana Gladys Cherono completou o percurso em 2h18min11seg.

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