Bola aérea: de ponto fraco à salvação diante do Operário

Leão tem sofrido com gols pelo alto, mas esse artifício foi utilizado para vencer os paranaenses na Ilha do Retiro

Charles foi o autor do gol que recolocou o Sport na frente do placarCharles foi o autor do gol que recolocou o Sport na frente do placar - Foto: Anderson Stevens/Sport

“Isso é uma vitória de time que vai subir”. Normalmente essa frase é usada para aquelas partidas emblemáticas em que as equipes se sobressaem e no fim da competição atingem o objetivo do acesso. Esse foi o sentimento de boa parte dos torcedores leoninos na saída do estádio depois da retomada inesperada do Sport diante do Operário, no último sábado, na Ilha do Retiro. O triunfo por 3x1 deixou o clube na terceira posição da Série B 2019, com 44 pontos, sete acima do Coritiba, quinto colocado. Resultado que foi construído graças a um fator que não havia sido utilizado apropriadamente pelos pernambucanos na Segundona.

Ao todo, o Sport sofreu 23 gols na competição. Nove deles por meio de bolas aéreas. Muitos pontos foram perdidos dessa maneira, inclusive na derrota contra o próprio Operário, no primeiro turno, quando o gol decisivo do adversário surgiu a partir de um escanteio. Por outro lado, o aproveitamento desse tipo de jogada pelos comandados de Guto Ferreira é baixo. Dos 35 lances terminados em gol, apenas três surgiram de cruzamentos. O estilo de jogo imposto pelo treinador ao mesmo tempo em que pode gerar belos gols, também encurta as possibilidades de jogadas em momentos que a variação é necessária.

Contra o Operário, o Sport abriu o placar, mas sofreu o empate com um gol de pênalti. Para piorar, o zagueiro Éder foi expulso. Aos 34 minutos e com um a menos em campo, a mentalidade do “empate é lucro” tomava conta da torcida. Naquele minuto, Pedro Carmona estava posicionado para cobrar uma falta próxima do meio de campo. Parte considerável dos rubro-negros esperava pouca coisa da bola parada. A ironia do futebol pesou outra vez a favor dos mandantes. Foi através do fundamento, talvez o maior defeito ofensivo e defensivo da equipe na competição, que os pernambucanos saíram da Ilha do Retiro com os três pontos. Carmona cruzou e Charles desviou para fazer o 2x1. Minutos depois, Guilherme fechou a conta, cravando o 3x1 e mantendo o Leão no G4.

O Sport volta a campo na quinta, às 21h30, contra o Vitória, na Arena Fonte Nova, pela 26ª rodada. Os mandantes vivem momento complicado no torneio, ocupando a 18ª posição, com 25 pontos. No primeiro turno, o confronto entre os clubes terminou com a vitória dos pernambucanos por 3x1.

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