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Bolsa Atleta PE amplia benefício para atletas estudantis

A partir do exercício 2020/2021, 10% do orçamento total será destinado para o segmento, que também terá reajuste

Governador Paulo Câmara em ato da pasta de Esportes Governador Paulo Câmara em ato da pasta de Esportes  - Foto: Pedro Menezes/SEE

Através da Secretaria de Educação e Esportes, o Estado apresentou nesta terça-feira (7) algumas mudanças em relação aos programas Bolsa Atleta e Time Pernambuco para o exercício 2020/2021, que deve abrir processo seletivo a partir do segundo trimestre deste ano. Na presença de gestores, atletas e técnicos, o governador Paulo Câmara sancionou as alterações nos textos das leis desses programas, que foram sugeridas pelo Conselho Estadual de Esportes, aprovadas na Assembleia Legislativa e publicadas no Diario Oficial do Estado.

No caso do Bolsa Atleta, fica determinado que, a partir de 2020/2021, 10% do orçamento deverá ser destinado a esportistas estudantis, medalhistas nos Jogos Escolares e Universitários e nas Paralimpíadas Escolares. Fora isso, o valor do benefício para esse grupo também teve reajuste. A partir de agora, a Estudantil A (campeões) terá recursos de R$ 650 e a Estudantil B (segundo e terceiro lugar) pagará R$ 500.

“Recebemos a missão de fortalecer o esporte no Estado, mas não só essa geração atual, como também as futuras. E sabemos que não há lugar melhor para descobrir talentos do que na escola”, pontuou o secretário de Educação e Esportes do Estado, Fred Amancio.

Outra mudança é no valor destinado aos beneficiados por modalidades não olímpicas/paralímpicas, a exemplo de beach soccer e futsal. Agora, os campeões desses esportes terão bolsas equiparadas às dos vencedores em modalidades olímpicas/paralímpicas, desde que estejam devidamente vinculados a confederações reconhecidas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) ou pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

O orçamento do Bolsa Atleta para o exercício 2020/2021 será de quase R$ 3.7 milhões. Desse montante, 10% será para os atletas estudantis, seguindo a nova lei, 30% ficará com os campeões de modalidades não olímpicas/paralímpicas, a partir de então com valores reajustados, e os outros 60% serão distribuídos entre os campeões de modalidades olímpicas/paralímpicas. No momento, ainda estão sendo pagos os benefícios referentes ao exercício 2019/2020, com vigência de julho do ano passado até junho deste ano e orçamento também de quase R$ 3.7 milhões.

“Formar atletas não é algo que se faz do dia para a noite. É preciso ter uma política consistente. Fico feliz de estarmos conseguindo avançar. Em 2019 tivemos resultados muito importantes”, comemorou Paulo Câmara. “Hoje somos a terceira maior Bolsa do Brasil, atrás somente de Paraná e São Paulo. É muito feliz em um momento difícil como esse, conseguirmos crescer”, corroborou o executivo de Esportes do Estado, Diego Pérez.

O Time PE, que contempla um grupo menor de atletas e paratletas do alto rendimento, mas oferta mais benefícios, incluindo aos seus respectivos treinadores, também teve alteração na lei. A mudança, porém, é mais textual, não gerará grandes novidades na prática. Ficou determinado que o critério para pleitear o benefício é estar ou ter estado na seleção brasileira da respectiva modalidade nos últimos 12 meses que antecedem o processo seletivo, tanto para modalidades coletivas quanto para individuais.

No caso dos treinadores, será necessária a comprovação de vínculo com a entidade regente da modalidade praticada pelo seu atleta. “Podemos dizer que 99% dos contemplados hoje já estão nesse perfil porque a seleção é criteriosa. A mudança é mais textual, para colocar no papel”, explicou Pérez. O orçamento do Time PE para 2020/2021 será de R$ 1.2 milhão.

O próximo passo que está sendo trabalho dentro do segmento de programas de incentivo esportivo do Estado é o Bolsa Técnico, versão que beneficiaria exclusivamente aos treinadores. O modelo está, inclusive, formatado, o que deixa o projeto na agulha para sair a qualquer momento, a depender de liberação orçamentária.

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