Esportes

Bolsonaro diz que há 99% chance de F-1 ir para o Rio de Janeiro

O contrato com São Paulo vence em 2020 e o diretor-geral da Fórmula 1, Chase Carey, tem negociado com os governadores Wilson Witzel (Rio de Janeiro) e João Doiria (São Paulo)

BolsonaroBolsonaro - Foto: Marcos Corrêa/PR/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (24) que há 99% de chance de a F-1 ser transferida de São Paulo para o Rio de Janeiro a partir de 2021. Em entrevista à imprensa, após reunião no Palácio do Planalto com o comando da competição mundial, o presidente disse que a transferência para o Rio de Janeiro é uma forma do evento esportivo não deixar o país. O contrato com São Paulo vence em 2020 e o diretor-geral da Fórmula 1, Chase Carey, tem negociado com os governadores Wilson Witzel (Rio de Janeiro) e João Doiria (São Paulo).

"Nós não perderemos a Fórmula 1. O contrato vence ano que vem e eles resolveram realizá-la no Rio de Janeiro. Fora isso, seria a saída do Brasil. É praticamente 99% a chance de termos a Fórmula 1 a partir de 2021 no Rio de Janeiro", disse. No pronunciamento, que teve a presença de Witzel, Bolsonaro fez uma provocação a Dória, que tem insistido para que a F-1 permaneça em São Paulo e é considerado pré-candidato à sucessão presidencial em 2022.

"A imprensa disse que ele [Dória] será candidato a presidente em 2022. Então, tem que pensar no Brasil e não no seu estado. Melhor ficar no Rio de Janeiro do que não ficar em estado nenhum", disse. Presente na entrevista à imprensa, Carey admitiu a possibilidade da competição esportiva ser transferida ao Rio de Janeiro, mas reforçou que ainda não foi tomada uma decisão. "No momento, não temos nada fechado. Estamos ainda em negociações. Não queremos eliminar qualquer possibilidade e estamos negociando com Rio de Janeiro e com São Paulo, onde temos contrato até 2020", disse.

Segundo ele, uma eventual mudança envolve a busca de um local que não sirva apenas como um autódromo, mas também como um espaço para sediar eventos culturais. "A decisão tem implicações públicas no Brasil, mas não é algo que seja determinante para nós e pretendemos prosseguir as negociações em privado", disse.
Ele ressaltou que tem a intenção de que o Brasil continue sediando a competição esportiva, uma vez que o país reúne milhares de torcedores e formou pilotos de importância mundial. "Nós queremos transformar a Fórmula 1 em algo realmente monumental, que atraia uma torcida ainda maior do que já tem", disse. A reportagem procurou a assessoria do governador João Doria e aguarda um posicionamento.

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