Bom de Bola: campeão em 2018, 100% Favela sonha com o bi

Apesar de sofrer com saída de destaques, time de Nova Descoberta aposta em boa participação em 2019

Favela se prepara para a competição no campo da GalíciaFavela se prepara para a competição no campo da Galícia - Foto: Paullo Allmeida

Atuais campeões do Recife Bom de Bola, dono da alcunha de maior campeonato de futebol de várzea do mundo, o 100% Favela chega à competição, que terá a sua abertura realizada neste sábado, no Campo do Derby, sonhando com o bicampeonato. Essa informação chega a ser curiosa, já que o vencedor da categoria Aberto do ano passado foi o Família Garoto, mas na verdade as duas equipes são as mesmas.

“O Família Garoto e o 100% Favela são o mesmo projeto, mas nos dois últimos anos nós decidimos mudar um pouco. Ano passado estávamos em sete campeonatos e havia a necessidade de rodar o elenco, isso inclusive deu muitas oportunidades para os jovens da nossa comunidade de Nova Descoberta. O Favela foi nossa primeira equipe e já conquistou muitos títulos, em decorrência disso optamos por mudar o nome para participar do Recife Bom de Bola e deu muito certo, fomos campeões. Mas neste ano voltaremos a competir como Favela”, disse Mikaias Ferreira, meio-campo de 33 anos.

Mesmo com a divisão dos jogadores, a equipe passou por dificuldades como atletas que jogavam de manhã e, à tarde, já estavam no gramado de novo para defender o Família Garoto. Neste ano, porém, o foco da equipe estará concentrado no Recife Bom de Bola. Com isso, o 100% Favela decidiu se preparar com jogos-treinos a cada 15 dias, no campo da Galícia, em Nova Descoberta.

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O 100% Favela foi criado em 2008, por Israel Feitosa, conhecido popularmente por Preto, e de lá pra cá vem arrastando títulos em Pernambuco. “Eu amo futebol e poder trabalhar com isso é fantástico. Nós procuramos envolver o máximo possível dos garotos da comunidade e sabemos da importância do esporte para eles, principalmente como ferramenta de inclusão social. Esse é um dos motivos de eu ser tão apaixonado pelo esporte e não desistir nunca, mesmo em meio às dificuldades”, disse o técnico e gestor da equipe.

O mercado de transações também existe no futebol de várzea. Para a edição deste ano do Recife Bom de Bola, a equipe foi diretamente atingida com a saída de alguns atletas campeões no ano passado. “Os atletas do Favela são sempre muito requisitados, porque por onde nós passamos conquistamos títulos. Este ano, inclusive, um time fez um pacotão de reforços com ex-jogadores nossos. Isso ocorre muito por ter alguns times de poder aquisitivo maior e possuir condições de pagar algum valor para eles. E nós não pagamos a ninguém, todos que vêm jogar aqui é por amizade”, afirmou.

A edição 2019 do Recife Bom de Bola contará com a participação de 609 times e 14 mil atletas, número recorde da competição. O futebol de campo totaliza 490 equipes, enquanto o futsal, uma das novidades deste ano, terá 109 grupos. Além disso, pela primeira vez haverá premiação em dinheiro para o futebol de campo. Serão distribuídos R$ 20 mil para os campeões e vices de sete categorias (Aberto, Veterano, Sub-11, Sub-13, Sub-15, Sub-17 e Feminino). As finais acontecerão mais uma vez na Arena de Pernambuco.

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