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Brasil atropela Honduras em um Beira-Rio vazio

Com um público bem baixo para um jogo da equipe nacional, os favoritos se impuseram

Phillipe Coutinho foi um dos melhores da Seleção em campoPhillipe Coutinho foi um dos melhores da Seleção em campo - Foto: Jeferson Guareze/AFP

O clima não era exatamente de teste. O estádio Beira-Rio tinha boa parte de suas arquibancadas vazias, com apenas 16.521 torcedores presentes, e o adversário, extremamente frágil, ficou com um a menos ainda no primeiro tempo. Nesse cenário, a seleção brasileira fez o que dela se esperava em seu último amistoso preparatório para a Copa América, neste domingo (9), e derrotou Honduras por 7 a 0.

Com um público bem baixo para um jogo da equipe nacional, os favoritos se impuseram antes mesmo da expulsão de Quioto e rapidamente abriram dois gols de vantagem. Aqueles que se dispuseram a pagar de R$ 80 a R$ 450 em valores integrais dos bilhetes para ver um time sem Neymar assistiram a um bom jogo coletivo - diante, repita-se, de um adversário fraco.

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Mais uma vez, a seleção não conseguiu terminar o amistoso sem feridas. Depois de perder Neymar por toda a Copa América na vitória por 2 a 0 sobre o Qatar, na última quarta-feira (5), Tite viu Arthur sofrer uma forte pancada no joelho direito. Foi essa jogada que gerou a expulsão de Quioto e fez o ex-jogador do Grêmio ser substituído em Porto Alegre.

Àquela altura, o triunfo já estava bem encaminhado. Logo aos sete minutos, jogada muito bem trabalhada por Daniel Alves e Richarlison foi concluída em cabeceio de Gabriel Jesus - gol anulado e depois confirmado pelo árbitro de vídeo. Seis minutos depois, Thiago Silva desviou cobrança de escanteio de Philippe Coutinho, arrancando vibração efusiva de Tite.

O treinador não se comportava como se estivesse em um jogo amistoso fácil. Além de comemorar bastante os gols, o gaúcho reclamou muito com a arbitragem, especialmente quando os jogadores de Honduras cometeram faltas duras em sequência. Aquela cometida por Quito, aos 29 minutos, deixou a possibilidade de goleada ainda mais escancarada.

Allan substituiu o atleta lesionado e deu passe para Richarlison sofrer pênalti. Philippe Coutinho, que ainda acertaria duas bolas na trave ainda no primeiro tempo, fez a cobrança com precisão e levou o Brasil ao vestiário com vantagem de três gols.

Na etapa final, a goleada se estabeleceu em ritmo de treino. Tite fez várias substituições, colocando em campo Fernandinho, Militão, Roberto Firmino, Everton e Miranda. Os gols foram se enfileirando: Jesus marcou de novo, David Neres balançou a rede pela primeira vez pelo Brasil, e Firmino e Richarlison também fizeram os seus.

Se não serviu exatamente como teste, a seleção fez o que não tinha conseguido contra o Qatar, impondo-se sobre um adversário frágil. Ficou clara a ideia do treinador de pressionar a saída de bola do adversário, algo que deverá se repetir na Copa América, especialmente contra times inferiores.

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