Brasil está mais uma vez sob a mira da Wada

Agência Mundial Antidoping estabeleceu prazo para o laboratório nacional solucionar pendências

Um Lindo Dia na VizinhançaUm Lindo Dia na Vizinhança - Foto: Reprodução/Divulgação

 

CANADÁ (AFP) - A A­­gên­­­cia Mundial Antidoping (Wada) anunciou, ontem, que cinco países, entre eles o Brasil, que sediou os Jogos Olímpicos em agosto, podem ser declarados fora dos padrões de conformidade do código mundial antidoping no mês que vem.
Em reunião realizada na última segunda-feira, o Comitê Independente de controle de conformidade da Wada avaliou os casos das agências nacionais antidoping do Brasil, Azerbaijão, Grécia, Guatemala e Indonésia, e “concluiu que essas agências não estão atualmente em conformidade com o código 2015”, diz a Wada em um trecho do comunicado.
“A não ser que as questões pendentes (não conformidade com as leis ou as regras, uso de laboratórios não credenciados, proble­­­­­­­­mas em relação ao progra­­­­ma antidoping, por exemplo) sejam resolvidas até o dia 10 de novembro, o Comitê vai submeter recomendações de declaração de não conformidade ao Conselho de Fundadores da Wada, que se reunirá no dia 19 de novembro, em Glasgow”, completou o texto.
Em novembro do ano passa­­­do, o Brasil foi colocado sob vigilância, assim como outros cinco países, como a França, durante a reunião do Conselho de Fundadores da Wada, em Colorado Springs, nos Estados Unidos. O laboratório antidoping do Rio (LBCD) perdeu seu credenciamento em junho, a dois meses dos Jogos, por motivo de resultados falsos positivos em decorrência de erros técnicos. Entretanto, conseguiu recuperá-lo poucas semanas depois, a tempo para que os exames do evento fossem realizados no local.

Em 2013, o Ladetec, laboratório que funcionava no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também tinha sido descredenciado, fazendo, inclusive, com que os exames da Copa do Mundo de 2014 fossem levados à Suíça. A autorização só foi recuperada depois de a estrutura ser totalmente reformulada, no mesmo local, dando lugar ao LBCD, que teve custo de R$188 milhões, dos quais o Ministério do Esporte bancou R$ 160 milhões e o Ministério da Educação, R$ 28 milhões. Os desembolsos cobriram a construção de um novo prédio e a compra de equipamentos.

 

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