Sáb, 18 de Julho

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COPA DO MUNDO

Brasil mostra nova cara contra o Haiti, enquanto aguarda enfrentar gigantes na Copa

Apesar do baixo nível técnico do adversário, a vitória serviu para aliviar a pressão sobre Ancelotti

O atacante brasileiro número 9, Matheus Cunha, comemora a vitória do Brasil sobre o Haiti na partida do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, no Estádio da Filadélfia, na Filadélfia, em 19 de junho de 2026O atacante brasileiro número 9, Matheus Cunha, comemora a vitória do Brasil sobre o Haiti na partida do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, no Estádio da Filadélfia, na Filadélfia, em 19 de junho de 2026 - Foto: Roberto Schmidt / AFP

Por enquanto, não há grandes problemas à vista para o Brasil, embora também não haja motivos para festejar: a Seleção de Carlo Ancelotti está praticamente classificada para a fase de 16-avos de final da Copa do Mundo graças a uma melhora em todos os setores no jogo contra o Haiti.

A vitória de sexta-feira (20) por 3 a 0 sobre a seleção haitiana, primeira matematicamente eliminada do Mundial, deixa o time brasileiro na liderança do Grupo C.

O bom resultado contra uma equipe de pouco peso, que não disputava uma Copa desde 1974, foi um alívio para Ancelotti, questionado após a estreia decepcionante contra o Marrocos (empate em 1 a 1).

Apesar de melhorar o desempenho e encaminhar a vaga na próxima fase, uma pergunta permanece: como o Brasil se sairá quando enfrentarem adversários mais fortes?

"Podemos competir com todas as equipes. Haiti incluído e França incluído. Temos qualidade para isso", afirmou Ancelotti após sua primeira vitória como treinador em uma Copa do Mundo.

Ataque afinado
Ancelotti acertou em cheio ao escalar Matheus Cunha como centroavante no lugar de Igor Thiago, que foi titular contra o Marrocos.

O atacante do Manchester United, que nunca havia marcado em Mundiais, fez os dois primeiros gols da equipe. Sua capacidade de jogar como um armador também foi vital para dar dinâmica a um ataque que mostrou pouca criatividade no primeiro jogo.

Usando a camisa 9, Cunha se entrosou bem com Vinícius Júnior, o melhor jogador brasileiro até aqui no Mundial. O craque do Real Madrid participou do primeiro gol, deu a assistência para o segundo e marcou o terceiro.

"Estou aqui para fazer grandes coisas com a Seleção (...) espero seguir assim e poder ser campeão, afirmou Vini.

Defesa sem sofrer gols
O bom desempenho ofensivo permite que Ancelotti respire aliviado antes do último jogo do Brasil no Grupo C, na próxima quarta-feira (24), contra a Escócia.

A partida em Miami, onde o ataque brasileiro finalmente poderá contar com o reforço do recuperado Neymar, vale a liderança do grupo e a classificação para ambas as equipes.

Mas a vitória contra os haitianos também teve outro ponto positivo: a Seleção quebrou uma sequência de seis jogos consecutivos sofrendo gols.

Apesar de não ter um ataque poderoso, o Haiti obrigou Alisson a fazer três defesas no segundo tempo, no qual os brasileiros diminuíram consideravelmente o ritmo que demonstraram nos primeiros 45 minutos.

Mas não foi apenas o goleiro do Liverpool que correspondeu. A defesa pareceu mais segura, com Danilo na lateral-direita, Marquinhos e Gabriel Magalhães formando a dupla de zaga e Douglas Santos na esquerda.

Danilo jogou mais recuado, dando liberdade para Douglas Santos avançar e permitindo que Vini Jr. jogasse mais centralizado.

"Era isso que esperávamos deste jogo: melhor qualidade, menos erros, maior eficiência no ataque e mais controle na defesa. Acho que a intensidade foi boa. Obviamente, ainda precisamos melhorar, e continuaremos evoluindo para chegar bem à fase de mata-mata", observou Ancelotti.

Preocupação com Raphinha
Talvez o único aspecto preocupante para a Seleção após a vitória seja a condição física de Raphinha, até então titular absoluto na ponta direita.

O atacante do Barcelona, que sofreu com problemas musculares ao longo da temporada, saiu de campo aos 40 minutos com dores na coxa direita e será avaliado neste sábado pelo departamento.

"Ele está um pouco abatido, mas a gente espera que não seja nada demais. A gente conta com ele", disse o meia Lucas Paquetá.

A eventual ausência de Raphinha, no entanto, pode abrir caminho para que Ancelotti dê mais espaço a dois favoritos da torcida: os jovens Rayan e Endrick, que fizeram suas estreias em Copas do Mundo contra o Haiti.

Rayan substituiu Raphinha, enquanto Endrick entrou no segundo tempo no lugar de Matheus Cunha e foi aclamado pelos brasileiros nas arquibancadas do Lincoln Financial Field.

"Ele [Ancelotti] sabe o que eu faço quando entro. Dou a minha vida pela equipe", afirmou Endrick, que chegou a balançar a rede haitiana, mas teve o gol anulado por impedimento.

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