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Copa América

Brasil revê o conhecido time do Peru, enquanto assiste aos seus concorrentes na Euro

Duelo desta quinta será o quinto encontro entre as duas seleções em dois anos, com vitória brasileira em todas as ocasiões

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A seleção brasileira entra em campo nesta quinta-feira (17), contra o Peru, às 21h, no estádio Nilton Santos, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa América -SBT e Fox Sports transmitem a partida.

O duelo no Rio de Janeiro será o quinto diante dos peruanos em um intervalo de apenas dois anos. Sob o comando de Tite, o Brasil venceu todos os compromissos por competições e perdeu apenas um amistoso.


Os primeiros dois encontros dessa sequência aconteceram na Copa América de 2019. Pela fase de grupos, os brasileiros golearam por 5 a 0, em São Paulo. Na decisão do torneio, disputada no Maracanã, vitória por 3 a 1 que confirmou a conquista do título.

A única derrota da seleção de Tite para o Peru no período foi em amistoso realizado em setembro daquele ano. O time comandado por Ricardo Gareca bateu o Brasil por 1 a 0, nos Estados Unidos.

Recentemente, em confronto pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, a equipe nacional foi a Lima enfrentar os donos da casa e saiu da capital peruana com um triunfo por 4 a 2 e três pontos importantes para a caminhada na classificação ao Mundial.

Com seis vitórias em seis partidas, a seleção brasileira lidera as Eliminatórias com 18 pontos, seis à frente da segunda colocada, a Argentina. O Peru é apenas o lanterna, com quatro pontos conquistados. Nesta quinta, faz sua estreia na Copa América. O Brasil iniciou sua campanha no torneio com uma vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela.

Apesar do momento de instabilidade que cercou o grupo na semana passada, com o afastamento do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, e a posição de insatisfação dos atletas com a disputa da Copa América, Tite está seguro no cargo.

Entre os treinadores das seleções sul-americanas, Tite é aquele com o trabalho mais sólido no momento, cenário retratado tanto na pontuação das Eliminatórias como no desempenho dentro de campo. A confiança do elenco no que é proposto e os resultados positivos permitem ao técnico testar variações, enquanto seus adversários ainda buscam a melhor estrutura.

Óscar Tabárez, que desde 2006 comanda o Uruguai e tem o trabalho mais longevo do continente, tem sofrido questionamentos no país com relação ao desempenho recente da Celeste.

Lionel Scaloni, técnico da Argentina, foi efetivado após substituir interinamente Jorge Sampaoli e tem buscado renovar a seleção, mas mostra dificuldades de montar um coletivo que funcione e não dependa tanto da individualidade de Lionel Messi.

Antes da última rodada das Eliminatórias, o Equador era vice-líder e comemorava o bom início de ciclo do treinador argentino Gustavo Alfaro, mas perdeu as duas partidas pelo torneio classificatório à Copa do Mundo e também foi derrotado na estreia da Copa América, contra a Colômbia.

Com os concorrentes locais em dificuldade, Tite e a seleção olham para a Europa, onde estão os principais rivais no caminho para o sonho de conquistar o hexacampeonato mundial.

Atual campeã do mundo, a favorita França venceu a Alemanha na estreia da Euro e ainda enfrentará na fase de grupos a equipe de Portugal, que levou a edição de 2016 da Eurocopa.

Outra favorita ao título europeu que começou o torneio com o pé direito foi a Bélgica, responsável pela eliminação do Brasil na Copa do Mundo da Rússia.

Desde o título em 2002, a seleção brasileira foi eliminada em sequência por equipes europeias: França em 2006, Holanda em 2010, Alemanha em 2014 e Bélgica em 2018.

Desde o último Mundial, porém, a CBF tem encontrado dificuldade de marcar jogos contra adversários do continente. Um dos fatores que atrapalhou ainda mais as possibilidades de enfrentar europeus foi a criação da Liga das Nações, competição da Uefa que reúne todas as seleções filiadas à entidade e que ocupa as datas antes reservadas a jogos amistosos.

O último encontro do Brasil com um europeu foi em março de 2019, diante da República Tcheca, com vitória brasileira por 3 a 1.

O lateral-direito Danilo, da Juventus, minimizou o impacto de não enfrentar concorrentes europeus no ciclo que deverá levar a seleção à Copa do Mundo do Qatar, em 2022.

"A Europa tem grandes equipes, mas aqui [na América do Sul] também. Você joga com equipes difíceis, como Argentina e Uruguai. Quando enfrenta uma equipe menor, é muito difícil de jogar. Contra o Brasil, jogam na defesa e saem no contra-ataque. É um trabalho que vem sendo muito bem feito aqui", afirmou o meia, cujas palavras ganharam ecoa nas impressões do lateral direito Danilo.

"Eu não considero uma coisa superimportante você fazer jogos contra seleções europeias. A maioria dos jogadores está na Europa, tem sabedoria sobre o que pede o jogo contra equipes do futebol europeu. Realmente, se a gente pudesse ter jogos contra diferentes tipos de escola, seria bom, mas não vejo como primordial para a gente chegar preparado para a Copa do Mundo ou outras competições", disse o lateral da Juventus.

BRASIL
Alisson; Danilo, Éder Militão, Thiago Silva (Marquinhos) e Renan Lodi; Fabinho (Casemiro), Fred e Éverton Ribeiro (Lucas Paquetá); Everton (Gabriel Jesus), Gabigol (Richarlison) e Neymar. T.: Tite

PERU
Pedro Gallese; Aldo Corzo, Christian Ramos, Luis Abram e Marcos López; Renato Tapia, Yoshimar Yotú e André Carrillo; Sergio Peña, Christian Cueva e Gianluca Lapadula. T.: Ricardo Gareca

Estádio: Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Horário: 21h (de Brasília) desta quinta-feira (17)
Árbitro: Patrício Loustau (ARG)
VAR: Mauro Vigliano (ARG)
Transmissão: SBT e Fox Sports

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