Brasil tem escassez de cinturões no UFC, e lutar em casa já não ajuda mais

A primeira dessa sequência foi em agosto de 2015. Bethe Correia não teve chances com Ronda Rousey

O Brasil ainda não vive seu pior momento dentro do UFC, mas a falta de cinturões volta a assustar os brasileiros dentro da organização. Com a derrota de José Aldo para Max Holloway no último sábado (3), no Rio de Janeiro, o país ficou com apenas um campeão, no caso, uma campeã. Além disso, lutar em casa pelo título já não ajuda mais como antigamente. A única campeã brasileira é Amanda Nunes, dona do cinturão do peso-galo feminino do UFC. Ela conquistou o título contra Miesha Tate, no UFC 200, e fez uma defesa com sucesso contra Ronda Rousey, no UFC 207, ambas as lutas realizadas em Las Vegas, no Estados Unidos.

Ao todo, o Brasil recebeu oito eventos numerados na história do UFC, aqueles que são vendidos por pay-per-view, e, geralmente, possuem pelo menos uma luta valendo cinturão -dessas oito, apenas uma não envolvia título. É verdade que na maioria, em quatro, o brasileiro defendeu seu título com sucesso. O problema é que as últimas três, de 2015 para cá, os donos da casa não conseguem mais saírem vitoriosos da principal luta da noite.

A primeira dessa sequência negativa aconteceu no mesmo local da queda de José Aldo. No Rio de Janeiro, pelo UFC 190, em agosto de 2015, Bethe Correia não teve chances com Ronda Rousey, que ainda era dominante e atropelou a brasileira em apenas 48 segundos -neste caso, a torcida local ainda estava dividida, com maioria pendendo para a norte-americana.

Menos de um ano depois, em maio de 2016, Fabrício Werdum teve a oportunidade de fazer sua primeira defesa de cinturão dos pesos-pesados em Curitiba, no primeiro evento realizado em um estádio de futebol do Brasil. O resultado? Mais uma derrota verde-amarela e, mais uma vez, não passando do primeiro round: caiu com 2min47s para Stipe Miocic.

José Aldo, já na madrugada deste domingo (4), completou a sequência negativa -e mais uma vez no Rio de Janeiro. Desta vez, o dono da casa ao menos passou do primeiro round. O brasileiro estava bem contra Max Holloway, tendo vencido os dois primeiros assaltos, mas um deslize no terceiro round fez com que o havaiano conectasse uma sequência de golpes, levasse Aldo ao chão e tomasse dele o cinturão linear dos penas- Holloway chegou como campeão interino.

As quatro defesas de cinturão bem-sucedidas aconteceram de 2014 para trás -todas no Rio de Janeiro. Aldo superou Chad Mendes, duas vezes, e Chan Sung Jung, enquanto Anderson Silva nocauteou Yushin Okami, em 2011. O outro evento numerado, o 147, aconteceu entre Wanderlei Silva e Rich Franklin, mas não tinha título envolvido. O norte-americano terminou com vitória por decisão unânime.

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