Brasil x Argentina: rivais com destinos cruzados

Clássico da próxima quinta-feira, Brasil e Argentina mudaram de patamar em apenas cinco meses

Romário prestigiou o desfile ao lado de Ronaldo fenômenoRomário prestigiou o desfile ao lado de Ronaldo fenômeno - Foto: Divulgação

 

Em junho, o Brasil deu mais um vexame ao ser eliminado na primeira fase da Copa América do Centenário, enquanto a Argentina de Messi disputava (e perdia) sua terceira final em dois anos. Cinco meses depois, as duas seleções se encontram em situações opostas nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Antes mesmo da competição continental, Dunga deixou a Amarelinha fora da zona de classificação para o Mundial, russo, na sexta posição. O papelão nos Estados Unidos acabou selando o destino do capitão do tetra, substituído por Tite, que mudou a Seleção da água para o vinho.

O ex-treinador do Corinthians esbanja 100% de aproveitamento em quatro partidas, inclusive jogos duríssimos contra o Equador, em Quito (3x0) e diante da Colômbia (2x1), em Manaus. Com essa sequência vitoriosa, o Brasil assumiu a liderança das eliminatórias, deixando justamente o incômodo sexto lugar com os Hermanos.

Do lado argentino, o tercei­ro vice-campeonato seguido acabou deixando feridas abertas. O craque Lionel Messi chegou a anunciar que não defenderia mais a seleção, depois de desperdiçar um dos pênaltis na disputa que selou a derrota para o Chile.

O técnico Tata Martino foi demitido em meio ao caos nos bastidores da Associação Argentina de Futebol (AFA) e coube ao seu substituto Edgardo Bauza, convencer o camisa 10 de voltar à Alviceleste. Messi voltou em setembro, anotando o único gol da vitória por 1x0 no clássico com o Uruguai, mas em seguida sentiu dores no púbis e ficou fora do empate em 2x2 com a Venezuela.

Bauza achou que poderia contar com o craque em outubro, mas outra lesão evidenciou ainda mais a “Messidependência”, com tropeços diante do Peru (2x2) e Paraguai (derrota em casa por 1x0).

Enquanto isso, Neymar, seu companheiro de clube no Barcelona, estava voando baixo com a Seleção Brasileira, com três gols em três partidas sob o comando de Tite, seus três primeiros nessas eliminatórias. Pendurado, ele até conseguiu levar um cartão amarelo na goleada sobre a Bolívia (5x0), que o tirou do duelo com a Venezuela (2x0), mas garantiu sua presença para o clássico contra a Argentina.

Apresentação
A seleção brasileira realizou, ontem, o primeiro treino em Belo Horizonte antes do duelo contra a Argentina. A atividade comandada pelo técnico Tite no gramado do estádio Independência contou com apenas 16 dos 23 convocados para os próximos jogos. Neymar, Thiago Silva, Daniel Alves, Alisson, Marquinhos, Miranda e Giuliano ainda não chegaram à capital mineira e só estarão à disposição da comissão técnica a partir de hoje.

 

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