Brasileiro assume Comitê Internacional Paralímpico

Andew Parsons, vice presidente do IPC desde 2009, foi eleito em votação realizada nesta sexta-feira

Andrew Parsons quer proximidade com países menos desenvolvidosAndrew Parsons quer proximidade com países menos desenvolvidos - Foto: Washington Alves/MPIX/CPB

Em eleição realizada nesta sexta-feira (8), o IPC (Comitê Paralímpico Internacional, na sigla em inglês) definiu que o brasileiro Andrew Parsons, vice-presidente desde 2009, será o novo mandatário da entidade. Ele substituirá o britânico Philip Craven, que ocupava o cargo havia 16 anos, e com isso despontará como principal liderança do esporte nacional em meio à derrocada de Carlos Arthur Nuzman, grande alvo de operação realizada nesta semana pela Polícia Federal.

Parsons entrou no CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) em 1997 para trabalhar como assessor de imprensa. Tornou-se secretário geral em 2001 e ascendeu à presidência em 2009, ano em que também passou a integrar a diretoria do IPC. Na eleição desta sexta-feira (8), ele recebeu 84 votos e venceu a chinesa Haidi Zhang, que teve 47. O dinamarquês John Petersson e o canadense Patrick Jarvis também concorreram. Participaram da escolha as associações do IPC - grupo composto pelos Comitê Paralímpicos Nacionais (NPCs) - federações internacionais, organizações internacionais de esporte para deficientes (IOSDs) e organizações regionais.

"Depois de 20 anos trabalhando por este movimento, é assombroso ser escolhido presidente dessa organização que percorreu um longo caminho diante de muitos problemas difíceis, mas que agora está mais forte do que nunca", disse Parsons em seu discurso pós-eleição. Ele será o terceiro presidente do IPC, criado em 1989. Cumprindo (1989 a 2001) três mandatos, o primeiro a assumir o cargo da entidade máxima do paradesporto foi o canadense Robert Steadward. Em 2001, Sir Philip Craven, ex-esgrimista paralímpico, foi eleito pela primeira vez. Na sequência, cumpriu outros três mandatos.

A vitória do brasileiro é especialmente significativa por causa do contexto. A presidência do IPC rendia a Craven um cargo no COI (Comitê Olímpico Internacional) - ele era membro desde 2003. Agora, o brasileiro deve ser indicado. Essa trajetória de Parsons coincide com uma semana conturbada para Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil). O dirigente foi alvo de uma operação chamada "Unfair Play", deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (5). Além disso, fracassou em eleição à presidência da Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) e renunciou ao comando da Odesur (Organização Desportiva Sul-Americana).

Parsons, contudo, está longe de ter passado incólume a denúncias. No ano passado, por quando realizou a Paralimpíada no Rio de Janeiro e fez do evento o maior trampolim para sua eleição no IPC, o brasileiro viu o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovar auditoria especial para investigar irregularidades em uso de dinheiro público no CPB. Segundo o site "Inside the games", a própria campanha de Parsons à presidência do IPC foi alvo de denúncias. A reportagem apontou a proximidade entre o dirigente e o próprio Nuzman e elencou suspeitas dessa relação.

 

 

 

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