Brilho de sul-americanos tem sido marca da Juventus

Brasileiros e argentinos são peças importantes na atual temporada da equipe. Entre eles está Daniel Alves

Daniel Alves, lateral brasileiroDaniel Alves, lateral brasileiro - Foto: Miguel Medina/AFP

A Juventus levantou o título do Campeonato Italiano, neste domingo, depois de combinar a tradicional força defensiva com o brilho ofensivo que os jogadores sul-americanos trouxeram à equipe.

Nas últimas temporadas, a Velha Senhora conseguiu montar o que é provavelmente a melhor zaga do futebol europeu, com o veterano Gianluigi Buffon no gol e os zagueiros Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini e Andrea Barzagli. A Juve foi a equipe que menos sofreu gols na Serie A, com apenas 26 bolas vazadas - 10 a menos que a Roma - e na Liga dos Campeões, competição na qual sofreu apenas três gols.

Mas além da defesa, o técnico Massimiliano Allegri encontrou complemento perfeito nos laterais brasileiros Daniel Alves e Alex Sandro. O primeiro chegou à equipe no início da temporada, depois de ser contratado de graça após deixar o Barcelona. Questionado em um primeiro momento, Dani abafou as críticas e se tornou decisivo nos dois títulos conquistados até agora.

Alves se tornou uma das peças ofensivas principais do lado direito da equipe, enquanto Alex Sandro assumiu o posto de titular do outro lado do campo, aproveitando a saída do francês Patrice Evra, que deixou o clube em janeiro.

Além do talento canarinho, Allegri contou com o equilíbrio perfeito da dupla argentina formada por Paulo Dybala e Gonzalo Higuaín, arma letal que marcou quase metade dos gols da equipe. Dos 75 gols marcados pela Velha Senhora na Serie A, 34 foram da dupla. Pipita Higuaín balançou as redes 24 vezes, enquanto o jovem talento fez 10 gols no campeonato.

Higuaín deixou a Napoli por 90 milhões de euros, mas o camisa 9 correspondeu com muitos gols e é o artilheiro da equipe no ano. Criticado pelo preço exorbitante e por não ser decisivo nos jogos importantes, Higuaín marcou dois gols que colocaram a Juve na final da Liga dos Campeões.

Já Dybala tinha enorme pressão em seu primeiro ano, assumindo, ainda por cima, a camisa 21, dos ídolos Andrea Pirlo e Zinedine Zidane. O meia-atacante confirmou as expectativas e foi o líder do jogo ofensivo da equipe: foram 10 gols e sete assistências, além de iniciar muitas jogadas de gol.

Além das duplas brasileiras e argentinas, a Juventus também contou com o talento do colombiano Juan Cuadrado, do goleiro brasileiro Neto e do volante venezuelano Tomás Rincón.

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