QUE GOLAÇO!

Bruninho e Gil do Vigor: vítimas da covardia e do preconceito no futebol. É revoltante!

O garotinho foi hostilizado pela torcida do Santos pelo simples fato de ele pedir uma camisa ao goleiro Jailson, do Palmeiras

Após receber a camisa do goleiro Jailson, Bruninho ficou tão assustado com a violências dos covardes torcedores que pensou em devolver o presenteApós receber a camisa do goleiro Jailson, Bruninho ficou tão assustado com a violências dos covardes torcedores que pensou em devolver o presente - Foto: Reprodução

Como reflexo do momento sombrio em que o país atravessa, dois fatos lamentáveis marcaram a semana do futebol brasileiro de forma negativa. No último domingo, na Vila Belmiro, o pequeno Bruninho, de apenas 9 anos de idade, foi hostilizado por torcedores do Santos pelo simples fato de ele pedir uma camisa ao goleiro Jailson, do Palmeiras. Antes de ser torcedor do Peixe, o garotinho é um fã do futebol e, por isso, pode ter ídolos onde quiser. É uma criança que não tem maldade alguma.

Já esses covardes disfarçados de torcedores deveriam ser punidos pelo clube santista e pela Justiça por expor um menor de idade a uma situação de constrangimento e muito medo. Bruninho ficou tão assustado que ainda pensou em devolver a camisa. Ainda bem que não devolveu. O prêmio é seu, Bruninho! Ahhh... se todos os torcedores pensassem e agissem como ele, o futebol seria muito mais lúdico e menos violento. Pode ter certeza.   

Já aqui no Recife, mais precisamente na Ilha do Retiro, mesmo após as lamentáveis e criminosas ofensas homofóbicas do conselheiro Flávio Koury ao ex-BBB Gil do Vigor, o Conselho Deliberativo do clube resolveu não punir o infrator e deixar tudo como está.

A decisão envergonha o clube nos seus 116 anos. Afinal, o Sport está aberto para quem quiser torcer, independentemente de orientação sexual, raça, sexo, religião, classe social, convicções políticas, etc. O Sport é de todos, e não apenas de um grupinho que não representa em nada a imensa nação rubro-negra. É uma pena o futebol ter chegado a tal ponto. Uma pena.

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