Cabanga amplia leque e cria equipe de remo e canoagem

São atletas compondo o elenco, que estreará em competições em setembro. Clube aposta também na escolinha

Giovanni Lira é remador e técnico da recém formada equipe de remo do CabangaGiovanni Lira é remador e técnico da recém formada equipe de remo do Cabanga - Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Dono de uma história consolidada no esporte à vela, o Cabanga Iate Clube está ampliando sua vertente náutica com a inserção do Departamento de Remo e Canoagem, em funcionamento há cerca de um mês, mas com lançamento oficial previsto para esta semana.

Através do diretor Reynaldo Ramos, foi montada uma equipe profissional para representar o clube em campeonatos oficiais, além de uma escolinha para iniciantes a partir dos 12 anos, ambas sob o comando do treinador e remador Giovanni Lira, ex-Sport, Náutico e Vitória/BA.

"A criação desse departamento fortalece ainda mais os nossos vínculos com os esportes náuticos", frisou Reynaldo, revelando que o remo e a canoagem foram abraçados institucionalmente, ou seja, entraram para o estatuto de modalidades fixas do clube.

 

Atualmente, são 28 atletas na equipe e seis na escolinha, sendo três jovens de até 15 anos. “Estamos competindo no Máster (a partir dos 27 anos), mas buscando formar jovens. É preciso trabalhar a base, renovar. A escolinha é uma ferramenta, atrai aos sócios. E, em breve, também tentaremos implantar projetos sociais”, disse Giovanni, veterano na vertente do esporte social.

A inserção do Cabanga no universo do remo e da canoagem empolga a comunidade desses esportes, tão tradicionais, porém escanteados nas últimas décadas. Clubes de notoriedade nas águas carecem de investimento em equipamentos e de renovação no sentido mais amplo da palavra. “Até o início do ano 2000, o remo tinha uma vida boa, mas os clubes não vêm dando tanta importância, não renovaram os elencos, os materiais. Antes viajávamos com grandes equipes, depois foi minguando”, lamentou Giovanni.

O Cabanga trabalha com embarcações particulares ou cedidas pela Liga Pernambucana de Remo e pela Ferenor (Federação de Esportes a Remo do Nordeste), e oferece aos atletas estrutura de garagem, cozinha, academia, uniformes de treino e competição e passagens aéreas. Aguarda, ainda, a chegada de embarcações próprias, aumentando a capacidade do departamento. A expectativa é obter retorno através de boas participações nos campeonatos, o que gerará visibilidade.

Para corresponder, a equipe aumentará a carga de treinos, que passarão a ser diários. Os primeiros compromissos já são no próximo mês, em etapas do Campeonato do Nordeste no Rio Grande do Norte e na Bahia.

Na sequência, o Cabanga realizará sua primeira competição na modalidade. Fechando o semestre, será a vez do Brasileiro Máster, no qual está prevista a participação do clube em 32 provas, entre as de gênero único e as mistas.

Escolinha
Embora foque na descoberta de novos talentos, a escolinha também atua como opção de atividade física. O administrador Vandré Nóbrega, 43, iniciou no remo há duas semanas e se diz maravilhado. “Era uma vontade antiga. Já fiz outros esportes na água, como o kitesurfe, mas o remo é diferente. O contato com a natureza é extraordinário pelo silêncio que o remo oferece. Você ouve até quando o peixe pula. É um esporte que trabalha todo o corpo, exige técnica, coordenação, cooperação, pela ajuda mútua para manusear os equipamentos, e disciplina também, porque tem de lavar o barco”, destacou.

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