Cálculos parecidos, metas opostas

Náutico e Santa Cruz trabalham com margem de pontos semelhantes para alcançar objetivos na temporada

Breno em ação pelo Náutico, no Clássico das EmoçõesBreno em ação pelo Náutico, no Clássico das Emoções - Foto: Anderson Stevens

O Santa Cruz precisa de pelo menos mais 41 pontos para alcançar seu maior objetivo na temporada. O Náutico, um mínimo de 38. Lendo assim, até parece que os clubes estão em situação idêntica na Série B 2017. Os cálculos são parecidos, mas as metas... Enquanto o Tricolor luta pelo acesso à Série A, o Timbu se esforça para não ser rebaixado à Série C. Próximo do fim do primeiro turno da competição, os rivais já estão com a calculadora na mão. Os gols marcados e pontos conquistados farão diferença no final. Os números mostram o passado e presente dos pernambucanos, mas a definição do futuro dependerá de como as equipes vão reagir nas próximas rodadas.

Em 15 rodadas disputadas até o momento, o Santa somou 22 pontos e está na 9ª colocação. O aproveitamento de 48,9% mantém acesa a chance de acesso à elite do futebol brasileiro. A diferença para o CRB/AL, 4º lugar, é de apenas dois pontos. Logo atrás, vem o Internacional/RS, que tem o mesmo número de pontos dos alagoanos. Londrina e Vila Nova, 5º e 6º lugares, respectivamente, têm 23, enquanto o Ceará/CE (9º colocado) possui uma pontuação igual a dos tricolores.
Levando em consideração as dez últimas edições da Segunda Divisão, a média de pontos para subir é de 63. Em 2016, por exemplo, o Santa Cruz conquistou a vaga para a Série A, com uma rodada de antecedência, ao atingir 64 pontos na classificação. A conta, entretanto, não significa que a pontuação possa aumentar com o passar da competição.

De acordo com as estatísticas do site “Chance de Gol”, a probabilidade de o Santa ascender para a maior divisão nacional é de 10,1%. Sendo assim, seria necessário somar mais 41 pontos dos 69 que ainda estão em jogo. Ou seja, um aproveitamento de 59,4% nas 23 rodadas restantes.

Com apenas sete pontos conquistados em 45 disputados, o Náutico tem um aproveitamento de 15,6% na Série B. O Timbu só não tem o pior início da competição na história dos pontos corridos porque o Vila Nova/GO, em 2014, tinha apenas cinco em 15 rodadas. Mas esse alento é pequeno demais para acalmar os alvirrubros.

Analisando as edições a partir de 2006, a média de pontos do primeiro integrante da zona de rebaixamento era de quase 44. Ou seja, o ideal seria, no mínimo, fazer 45. Apenas um clube caiu com uma pontuação acima dessa: o Icasa, em 2011, com 47 pontos. Em 2016, todavia, foi preciso fazer apenas 41 pontos para escapar da degola, já que o Joinville (16º colocado) caiu com 40.

Seguindo esse pensamento, o Náutico precisaria de mais 38 pontos nos próximos 69 em disputa (faltam 23 partidas) - um aproveitamento de 55%, digno de um candidato ao acesso. De acordo com o site “Chance de Gol”, o Alvirrubro tem 94,7% de probabilidade de cair. Com 45 pontos, a estatística diz que um clube teria 80% de chances de permanência na Segundona. A diferença dos pernambucanos para o Brasil de Pelotas, 16º colocado, é de 11 pontos.

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