Futebol

Campeão olímpico, Hebert Conceição comenta transição para boxe profissional

Medalhista de ouro nos Jogos de Tóquio, atleta também lamentou possível saída da modalidade na Olímpíada de Los Angeles, em 2028

Hebert (esq) e Robson (dir) prestigiaram a homenagem do COB feita a Servílio (centro)Hebert (esq) e Robson (dir) prestigiaram a homenagem do COB feita a Servílio (centro) - Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Desde o nocaute no ucraniano Oleksandr Khyzniak, no terceiro assalto, na luta que rendeu a medalha de ouro na categoria 75kg do boxe dos Jogos Olímpico de Tóquio-2020, o atleta Hebert Conceição não pisa em um ringue. Processo gerado pela mudança na carreira. O campeão olímpico fez a transição para o profissional e fechou contrato com a Probellum Global Media & Boxing Company, agência de boxeadores profissionais. A saudade de colocar as luvas, porém, está perto de terminar. De acordo com o baiano de 23 anos, a primeira luta na nova fase deve ser em abril, dando início a um novo sonho.

“Já fechei meu contrato profissional, vou estrear mês que vem, faltando apenas chegar o visto para anunciar a data da luta (e o adversário). Por enquanto, está previsto para o dia 21 de abril, no Canadá. Estou bem preparado, ansioso para estrear logo no profissional. Desde Tóquio, eu não luto. Um atleta de alto rendimento não pode ficar muito tempo sem lutar”, afirmou Hebert, que explicou o motivo da transição.

“Represento o patamar de atletas de alto rendimento. Lógico que os investimentos aparecem. Comparando com 20 anos atrás, melhorou muito. Eu poderia me manter no olímpico, mas o profissional tem um leque maior para alavancar ganhos e buscar outros objetivos. Realizei o sonho de ser campeão olímpico aos 23 anos, mas quero novas metas. Agora, quero me tornar um campeão mundial no profissional”, argumentou. 

Hebert ainda lamentou o fato de o boxe ter ficado fora da programação inicial de modalidades que estarão presentes nos Jogos de Los Angeles-2028, correndo risco de terminar a trajetória na competição em Paris-2024.

“Fico triste. Boxe é uma modalidade tradicional nos Jogos Olímpicos. Quem sai mais prejudicado é quem não tem culpa. Tóquio foi um exemplo de que é possível manter o esporte no calendário olímpico. Nos Jogos, a gerência não foi pela Associação Internacional de Boxe (Aiba), mas sim o Comitê Internacional, que conseguiu colocar o esporte sem escândalos. Foi uma competição limpa. Por que não continuar em 2028? Acho que seria possível mantê-lo no calendário”, apontou. 

Gerações lado a lado

Presente no Congresso Olímpico Brasileiro, realizado neste fim de semana, em Salvador, Hebert esteve lado a lado com Servílio Oliveira, o primeiro boxeador a faturar uma medalha para o Brasil nas Olimpíadas. Quem também apareceu no evento foi outro medalhista olímpico, Robson Conceição, ouro na Rio-2016.

“Servílio abriu as portas para as medalhas brasileiras olímpicas no boxe. Ainda mais por ser em 1968, tempo em que as estruturas não eram as mesmas que as de hoje. Com certeza, isso serviu de inspiração”, elogiou. 

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