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Camutanga cita evolução da defesa e pede atenção com Brocador

Náutico tomou apenas quatro gols nos últimos 11 jogos; antes, na mesma quantidade de partidas, foram 15

Camutanga, zagueiro do NáuticoCamutanga, zagueiro do Náutico - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Dos vários pontos que podem ser citados para explicar o crescimento do Náutico na temporada, com a atual invencibilidade de 18 jogos, a defesa é um dos que mais se sobressai. O melhor recorte é o que separa as 22 partidas oficiais disputadas em 2019 pela metade. Nos primeiros 11 compromissos, o setor tinha os piores números do futebol brasileiro. Na mesma quantidade de confrontos recentes, a estatística mudou por completo. Evolução que passa por mudanças no time e cobrança de um antigo especialista na área.

Ex-zagueiro, o técnico Márcio Goiano sempre deixou claro que a defesa era uma das áreas de maior atenção no time, justamente por ser uma função em que o comandante desempenhou no passado. Ainda assim, ele costumeiramente ressaltava a confiança nos atletas da posição, em especial os quatro zagueiros que tem à disposição: Sueliton, Camutanga, Diego Silva e Rafael Ribeiro. Mas nem sempre o setor esteve em alta. Nos primeiros 11 jogos do ano, o Náutico sofreu 15 gols. Média acima de 1,36 por duelo. Até o final de fevereiro, o Timbu era o clube mais vazado entre os integrantes das principais divisões do futebol brasileiro.

“Começamos mal. Eu sei que não estava em boa fase. No período que fiquei fora, eu procurei trabalhar mais e a cada partida entrava focado para ajudar a equipe a vencer”, frisou o zagueiro Camutanga, que recuperou a titularidade após um período na reserva devido exibições irregulares.

O crescimento do setor veio aos poucos. Começou com a maior cobrança pela marcação iniciada entre os atacantes e meias. Depois, a atenção com as jogadas nas costas dos laterais. O prata da casa Hereda ganhou a posição de André Krobel na lateral direita. O volante Josa passou um tempo na esquerda e depois se fixou na cabeça de área, com Assis ficando na ponta – Jiménez também contribuiu durante alguns jogos enquanto Josa estava improvisado. Na zaga, mesmo com a alternância por conta das lesões de Rafael Ribeiro e Sueliton, o time conseguiu diminuir a fragilidade. Camutanga e Diego Silva também melhoraram sua performance ao longo de 2019. Os dados provam isso: nos últimos 11 jogos, o time sofreu apenas quatro gols (0,3 por partida). Quase quatro vezes menos que antes.

A força da defesa será crucial para o Náutico segurar o artilheiro do Campeonato Pernambucano, Hernane Brocador, com nove gols, na primeira partida da final do torneio, domingo, nos Aflitos, contra o Sport. “Ele vem fazendo gol e precisa de uma atenção especial”, afirmou.

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