Candidatos destacam projetos em dia de eleição no Sport

Concorrem ao cargo Milton Bivar, da chapa 1 "Sport do Povo", e Eduardo Carvalho, da chapa 3 "Uma Razão para Viver".

Bivar, candidato à presidência do SportBivar, candidato à presidência do Sport - Foto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

Acontece nesta terça-feira (18), na sede social do Sport, na Ilha do Retiro, a eleição que irá escolher o novo presidente executivo do clube para o biênio 2019/20. Concorrem ao cargo Milton Bivar, da chapa 1 "Sport do Povo", e Eduardo Carvalho, da chapa 3 "Uma Razão para Viver". Pela primeira vez na história do Leão, o bloco da situação não lançou candidato. Atual presidente, Arnaldo Barros não esteve presente na votação durante a manhã. Ao todo, 14.119 sócios estão aptos a votar.

Pela manhã, a votação foi tranquila, com a presença dos dois candidatos ao pleito. Bivar mostrou otimismo na vitória, definindo até mesmo a programação de reapresentação do elenco do Sport para 2019. “No dia 20, às 9h, os jogadores vão se apresentar. Serão 23 ao todo, sendo 13 oriundos da base. Nossos coirmãos já iniciaram a pré-temporada, Central e Salgueiro também, então precisamos estar em um nível físico próximo ao que eles estarão no início da temporada”, indicou.

Presidente do Sport no ano da conquista da Copa do Brasil, em 2008, e diretor de futebol do clube em 2013, Bivar também explicou os motivos para buscar uma nova vaga no Executivo. “Muitas pessoas me perguntam o motivo de querer voltar a ser presidente após nove anos, me meter ‘nessa fria’. Mas eu senti que o clube estava precisando. O torcedor pode esperar muito trabalho, mas também muita criatividade para recolocar o Sport nos trilhos. Teremos um departamento de marketing forte para angariar recursos e não depender somente das cotas de televisão. O torcedor precisa entender que estaremos na Série B. Não poderemos montar um time com estrelas, mas teremos uma equipe lutadora que saiba representar bem a torcida”, frisou.

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Já Carvalho destacou a necessidade de aumentar a transparência no aspecto financeiro do clube. “Queremos restaurar a verdade, diferente do que faz meu adversário. Precisamos restabelecer o respeito pelo Sport. Em segundo lugar, temos que fazer uma perícia contábil para saber quanto entrou de dinheiro, o destino que foi dado e a quem devemos. Depois, faremos uma readequação da folha salarial do futebol trazendo para a realidade da Série B. Tudo com muita transparência. E de dois em dois meses os sócios receberão um boletim financeiro”, disse, frisando ainda a necessidade do investimento nos pratas da casa.

“Vamos prestigiar a base. Ela trabalhará muito para gente em 2019 e o técnico que traremos terá uma atenção especial com a base e o profissional, sem distinção”, concluiu.

   Torcida

Na bronca pelos últimos anos de pobre futebol apresentado, o torcedor do Sport espera que, independentemente de quem seja o novo presidente, novos tempos possam começar a surgir na Ilha. Recuperar o prestígio à nível nacional e estancar a sangria financeira são alguns dos pedidos da torcida leonina.

"Espero que possamos, no mínimo, ganhar um Estadual. Apesar da queda pra Série B, a diferença entre o Sport e os principais rivais financeiramente segue sendo grande. É inadmissível que nesta década só tenhamos vencido o Pernambucano duas vezes", desabafou o sócio Paulo Wladimir.

"Sabemos que não será da noite para o dia que o clube vai recuperar o patamar financeiro, mas o presidente que assumir terá que aguentar esse "inverno" de 2019 e tentar subir para a Série A, para voltarmos a ter uma receita digna", completou o administrador de 49 anos.

Para Fábio Soares, o presidente eleito tem que ser espelhar em outro rubro-negro: o Athletico Paranaense. Ele acredita que o Sport e o clube do Paraná têm o mesmo patamar, e que o Leão pode alcançar os mesmos objetivos que o atual campeão da Sul-Americana.

"Que tenhamos um time competitivo para subir sem sustos e depois, quem sabe, disputar uma Sul-Americana. Tem que pegar o Athletico Paranaense como exemplo. Assim como o Sport, é um time intermediário, mas que vem trabalhando sério ao passar dos anos para chegar onde vem chegando. Só assim para termos anos de glórias novamente, como foi em 2008, com o título da Copa do Brasil", disse o professor de 33 anos. 

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