Ter, 13 de Outubro

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Regata

Casal de velejadores participa junto da Refeno pela primeira vez: "Um sonho"

Largada da 37ª edição da Regata Internacional de Recife-Fernando de Noronha ocorre neste sábado (19)

Débora Camacho Luz e Jonas Muro Gomes, casal de velejadores que participa juntos da Refeno pela primeira vezDébora Camacho Luz e Jonas Muro Gomes, casal de velejadores que participa juntos da Refeno pela primeira vez - Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco

O amor pode sempre florescer de maneiras pouco prováveis. Na 37ª Regata Internacional de Recife-Fernando de Noronha (Refeno), que terá início neste sábado (19), com a travessia de 545 quilômetros entre a capital pernambucana e o arquipélago, um casal prova que isso é verdade. 

Para os velejadores Jonas Muro Gomes e Débora Camacho Luz, que estão juntos há quatro anos, a vida é diferente do convencional. Eles moram desde 2024 no barco batizado de “Vento Real” e costumam realizar excursões pelo mar afora.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Natural de Ilhabela, em São Paulo, o oficial da marinha veleja com a família desde criança e transformou isso em seu estilo de vida. O casal se conheceu em Paraty, no Rio de Janeiro, quando Jonas foi visitar o pai na cidade carioca por um tempo. Durante a estadia, Jonas e Débora se encontraram pela primeira vez e não se separaram mais.

Apesar de nunca ter tido contato antes com a vela, a bióloga se adaptou rapidamente com o modo de viver, de acordo com o velejador. 

“São raras vezes que você tem aquela sensação de estar preso na rotina, de passar a semana inteira na mesmice. A gente convive intensamente e faz tudo junto. Às vezes eu sou melhor em algumas coisas, ela melhor nas outras. É uma parceria importante”.

Jonas Muro Gomes veleja desde os 10 anos com a família. | Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco

Laço
A conexão do casal com a Refeno começou de formas distintas, mas fez com que eles tomassem a decisão em conjunto de participar da edição da regata neste ano, sendo uma das 94 embarcações que buscam cruzar as 300 milhas náuticas entre o Marco Zero do Recife e o Mirante do Boldró.

No caso de Jonas, que participou do evento pela primeira vez em 2006, quando tinha 10 anos, a vivência com o mar sempre foi algo comum. “Os meus pais se conheceram mergulhando e tinham um sonho de sair para dar uma volta ao mundo velejando e morando num veleiro. Acabou que eles se prepararam para isso e se mudaram de São Paulo para Ilhabela e compraram um barco, mas nesse meio tempo eu nasci e no ano seguinte nasceu a minha irmã”, explicou.

A família estava preparada para viajar até um acontecimento alterar tudo e mudar todos os planos: sua mãe faleceu repentinamente aos 38 anos.

“Ela não tinha nenhum indicativo prévio, nenhuma doença crônica. Caiu o castelinho de cartas do meu pai. Ele vendeu o barco, pensou em mudar para São Paulo, mas graças a Deus não mudou, e ficou em Ilhabela cuidando sozinho de mim e da minha irmã. Botou o sonho para escanteio”, relembrou. 

Tudo mudou quando o pai de Jonas recebeu o convite de um amigo para participar da Regata Internacional de Recife Fernando de Noronha em 2002. Ele aceitou e se programou para deixar os filhos com os avós durante o período da viagem.

Com o sucesso da travessia, percebeu que era possível viajar sozinho com os dois. Tudo como a esposa sonhava.

Casal se conheceu em Paraty, no Rio de Janeiro, em 2022 e passou a viver no barco desde 2024. | Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco

“Em 2006, eu saí pela primeira vez para viajar com ele pela costa do Brasil em um barco mais simples. Ele foi muito corajoso. Agora, tendo o meu próprio barco, eu percebo isso. Ele pegou eu e a minha irmã e subiu sozinho comigo e com ela pela costa toda. Aprendemos demais nessa viagem e isso tudo a gente deve à coragem que meu pai teve e esse sonho compartilhado dele com a minha mãe anteriormente”, lembrou.

Já para Débora, o sonho de conhecer o arquipélago de Fernando de Noronha tinha relação com o trabalho como bióloga.

“É muito especial porque eu sempre falei que eu queria ser bióloga desde criança e eu falava que eu queria trabalhar em Fernando de Noronha e levar a minha mãe comigo. Eu brincava que ela ia ficar lá só sentadinha na praia, que eu ia trabalhar e ela ia ficar por lá”, contou.

O desejo se intensificou após ela passar a participar do universo da vela junto ao marido. “Eu conheci a Refeno através dele, mas para mim ir para Noronha sempre foi um sonho. Depois que eu conheci a Refeno, se tornou um sonho ir para a ilha pela Refeno”, afirmou.

A participação na regata ficou ainda mais especial com a data da largada, que caiu exatamente no aniversário de sua mãe. “A minha mãe faleceu há três anos e por coincidência ou não, esse ano a largada da Refeno é no dia do aniversário dela, então para mim vai ser extremamente especial porque vai ser uma homenagem para ela no meu coração”, disse emocionada.

  • O casal de velejadores Débora Camacho Luz e Jonas Muro Gomes participam juntos da Refeno pela primeira vez. | Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco
    O casal de velejadores Débora Camacho Luz e Jonas Muro Gomes participam juntos da Refeno pela primeira vez. | Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco
  • Jonas Muro Gomes e Débora Camacho Luz, casal de velejadores moram no barco batizado de
    Jonas Muro Gomes e Débora Camacho Luz, casal de velejadores moram no barco batizado de "Vento Real" desde 2024 e costumam realizar excursões pelo mar afora. | Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco
  • O casal de velejadores Débora Camacho Luz e Jonas Muro Gomes participam juntos da Refeno pela primeira vez.| Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco
    O casal de velejadores Débora Camacho Luz e Jonas Muro Gomes participam juntos da Refeno pela primeira vez.| Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco
  • O casal de velejadores Débora Camacho Luz e Jonas Muro Gomes participam juntos da Refeno pela primeira vez. | Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco
    O casal de velejadores Débora Camacho Luz e Jonas Muro Gomes participam juntos da Refeno pela primeira vez. | Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco
  • O casal de velejadores Débora Camacho Luz e Jonas Muro Gomes participam juntos da Refeno pela primeira vez. | Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco
    O casal de velejadores Débora Camacho Luz e Jonas Muro Gomes participam juntos da Refeno pela primeira vez. | Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco
  • Jonas Muro Gomes e Débora Camacho Luz, casal de velejadores moram no barco batizado de
    Jonas Muro Gomes e Débora Camacho Luz, casal de velejadores moram no barco batizado de "Vento Real" desde 2024 e costumam realizar excursões pelo mar afora. | Foto: Bianca Amorim/Folha de Pernambuco

Parceria
Durante a travessia, o casal não estará sozinho. Além dos dois, outros três amigos participarão da regata com o barco Vento Real.

“Desde que eu vim morar nesse mundo da vela, o encontro que a gente tem com os velejadores que viram nossos amigos é uma das coisas mais especiais”, comentou a bióloga.

 

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