CBDA suspende salários e competições nacionais

Não irão receber seus salários os funcionários”, diz um trecho da nota.

Senado FederalSenado Federal - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

As águas que envolvem a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) nunca estiveram tão agitadas. Após o afastamento do presidente Coaracy Nunes e outros três dirigentes, a entidade afirmou, ontem, através de nota em seu site oficial, que o pagamento de funcionários e a realização de competições nacionais estão suspensos. No texto, a confederação alega não estar conseguindo fazer movimentações bancárias devido à ausência de Coaracy. “Até segunda ordem, por questões financeiras, não irão acontecer os campeonatos nacionais dirigidos pela CBDA nos cinco esportes aquáticos. Não irão receber seus salários os funcionários”, diz um trecho da nota.
 

Ainda no comunicado, a CBDA argumenta não ter tido espaço para prestar esclarecimentos sobre o caso, que teve início quando o Ministério Público de São Paulo levantou a suspeita de irregularidade em um convênio firmado entre a CBDA e o Ministério do Esporte, no valor de R$ 1,5 milhão. “Se existe algum tipo de irregularidade, é muito importante que tudo seja esclarecido e seja dado amplo direito de defesa”, segue o comunicado.

Além do prejuízo financeiro aos profissionais da confederação, a medida afeta os atletas, que vem se preparando para os eventos marcados para o final do ano, entre eles o Brasileiro Open, que é seletiva para o Mundial de 2017. Leonardo Guedes, atualmente no Pinheiros/SP, é um dos nadadores que vivem essa incerteza. “Se concretizado isso (cancelamento do Brasileiro Open), será ruim para toda a elite da natação brasileira. E, ainda mais, para os Brasileiros Infantil e Juvenil, que estão para acontecer. Estou na torcida para que o calendário deste ano seja concluído como o planejado”, opinou o nadador do Clube Pinheiros/SP, que tem índice para nadar os 50 metros e 100 metros livre, além dos 200 metros costas.
 

Crítica ferrenha da gestão de Coaracy Nunes, a pernambucana Joanna Maranhão também comentou a nota publicada. “Achei de um vitimismo o texto, como se a culpa do não andamento das ações desse segundo semestre se dessem pelo problema de justiça. Falam em “bem do esporte”, mas quem quer o bem não age como eles vêm agindo há 28 anos”, discorreu. Está sob dúvida também a participação de brasileiros no Mundial de Piscina Curta do Canadá, que acontece entre os dias 6 e 11 de dezembro, uma vez que é a CBDA quem deve custear a participação da equipe.

 

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