Centro de formação do Santa Cruz já sofreu ameaça de invasão

Apesar de receber algumas melhorias, CT da base do Santa Cruz (Waldomiro Silva) enfrenta muitas dificuldades para se manter

CT Waldomiro Silva convive com dura realidadeCT Waldomiro Silva convive com dura realidade - Foto: Arthur de Souza

A realidade é dura no Centro de Treinamento Waldomiro Silva, do Santa Cruz. Atualmente, os três funcionários que tomam conta do local vivem de promessas e relatam até ter sofrido ameaças de moradores da comunidade situada no entorno do campo. Se não fosse o empenho diário de José Pedro, Joelmo Clemente e Manoel Ferreira, o espaço já teria sido invadido, conta os trabalhadores. Apesar do esforço para não perder o terreno, o mais difícil é ter coragem para resistir ao medo e proteger os campos. Na gestão do presidente Constantino Júnior, o departamento de base colocou seguranças nos treinamentos da garotada, segundo a versão do clube.

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“Nós tivemos que fazer atividades no espaço para evitar uma ocupação. Mesmo assim, alguns refletores foram roubados, além de arrombamentos nas dependências. Às vezes, o campo ficava cheio de cavalos das pessoas da periferia. Houve até tráfico de drogas. Ficamos angustiados todos os dias”, relatou José Pedro Rodrigues da Silva, que trabalha no CT da base do Santa Cruz há sete anos. Além das escolinhas de futebol e dos peneirões, o campo passou um tempo sendo alugado, mas hoje não é mais. As pequenas taxas recebidas são voltadas para a compra de materiais básicos.


Os funcionários fazem ajustes pequenos nos campos, mas sentem necessidade de mais assistência. Outra queixa é a falta de máquinas e utensílios para manutenções. “Precisamos de equipamentos para cuidar do Centro de Treinamento. O apoio deveria ser frequente”, lamentou Manoel Ferreira, operário há sete anos. Os trabalhadores acreditam que um investimento de R$ 400 a 500 mil seria suficiente para a reforma completa do local.

A reportagem apurou que débitos municipais do Santa Cruz deixam o Waldomiro Silva sob risco. Inclusive, na gestão do presidente Alírio Moraes, o clube diminuiu as dívidas fiscais através de ações sociais. Com a realização de campanhas pontuais, caiu de R$ 54 para R$ 13 milhões.

 

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