Futebol

Chapecoense tem investidor interessado em aporta R$ 40 milhões

Grupo americano deseja controlar o futebol do clube por dez anos, mas sem que haja transformação em SAF

Torcida da Chapecoense Torcida da Chapecoense  - Foto: Julia Galvão | ACF

A Chapecoense puxou o freio de mão da sua SAF, mas isso não quer dizer que o projeto tenha sido enterrado. Aprovada o final do ano passado pelo Conselho do clube, a transformação em Sociedade Anônima do Futebol continua sendo analisada. Entretanto, a única proposta concreta feita é para uma gestão compartilhada sem que a Chapecoense abra mão de ser associação civil. 

Recentemente o presidente do clube, Nei Maidana, e o vice-presidente de marketing, Alex Passos, tiveram uma reunião com um investidor dos Estados Unidos. O americano está disposto a investir R$ 40 milhões no futebol do clube por dez anos. A forma de investimento, segundo fontes do clube, seria semelhante a da Crefisa no Palmeiras. Entretanto, esse investidor pede que a Chapecoense se mantenha como associação civil e que ele tenha poder de veto.

Mesmo com a oferta robusta do investidor americano, a SAF não foi descartada. Inclusive, ela é pensada de uma forma diferente da qual foram feitas a de Cruzeiro, Botafogo e Vasco. Segundo Alex Campos, uma das possibilidades é a criação da empresa Chapecoense em que a Associação Civil é dona majoritária, e que de 45% a 48% das ações sejam repassadas para moradores e empresários aa região de Chapecó.  

— Podemos ter um grupo de quatro ou cinco investidores da região ou podemos ter planos em que o torcedor ao invés de pagar R$ 180 no sócio torcedor assine um contrato e pague mensalmente R$ 600 em troca de maiores benefícios e esse valor seja atrelado a recuperação judicial — adiantou Alex.

Apesar da conversa, a Chapecoense já decidiu que só fará qualquer tipo de negócio após a sua recuperação judicial (RJ) ser aprovada pela assembleia de credores. No início de fevereiro a Justiça de Santa Catarina aprovou a RJ, o que deu ao clube a possibilidade de não ter que pagar credores, sofrer penhoras e arrestos. Em contrapartida, o clube tem 60 dias, a contar da publicação da decisão, para apresentar um plano e pagamento aos credores, incluindo as vítimas do voo que vitimou 71 pessoas em 2016. 

— Estamos pensando de uma forma diferente. Precisamos da aprovação da RJ para saber o tamanho das nossas dívidas e equacionar as nossas contas. E só depois vamos decidir qual a melhor forma de proceder — contou Alex Passos. 

Ele completou informando que a RJ dará um respiro ao clube para que consiga manter o time em campo. Passos informou que o teto salarial da Chapecoense é de R$ 35 mil e que as metas deste ano do clube é não cair no Campeonato Catarinense e na Série B, e também conseguir avançar duas fases da Copa do Brasil. 

— Algumas pessoas (de diretorias anteriores) chegaram a pensar que somos o Barcelona ou o Real Madrid (por causa dos gastos), mas precisamos aceitar quem somos. Um time de Série B do interior de Santa Catarina — afirmou o vice-presidente.

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