China vai sediar Mundial de Clubes em 2021

Anúncio ocorreu ao final de uma reunião do Conselho da Federação Internacional de Futebol em Xangai, ocasião em que o país asiático ganhou por unanimidade

Gianni Infantino,presidente da FifaGianni Infantino,presidente da Fifa - Foto: Hector Retamal/AFP

A China organizará o Mundial de Clubes em 2021, no novo formato com 24 equipes, informou nesta quinta-feira (24) o presidente da Fifa, Gianni Infantino, qualificando a decisão de "histórica".

Será a primeira edição da competição com 24 equipes (hoje é disputada com 7 clubes), um formato promovido pelo próprio Infantino.

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O anúncio ocorreu ao final de uma reunião do Conselho da Federação Internacional de Futebol em Xangai, no leste da China, na qual os membros elegeram o gigante asiático "por unanimidade", revelou Infantino.

Crescente peso da China

Esta escolha escancara a crescente influência da China no futebol e poderia abrir o caminho para que o país organize no futuro uma Copa do Mundo, um sonho antigo do presidente chinês Xi Jinping e de milhões de fãs no país de maior população do mundo.

Infantino confirmou que a China apresentou a única candidatura de peso para o evento, que reunirá em junho de 2021 as maiores estrelas do futebol.

"É uma decisão histórica para o futebol", declarou o presidente da Fifa. "Será uma competição que cada pessoa, cada criança que gosta de futebol espera com impaciência".

A China, segunda maior economia do mundo, ganha influência aos olhos da Fifa. O conglomerado chinês Wanda é um dos principais patrocinadores da Fifa, enquanto a fabricantes de celulares Vivo patrocina a Copa do Mundo.

A seleção chinesa, porém, é apenas o 68º colocada do ranking Fifa e Pequim fez do desenvolvimento do futebol uma prioridade nacional, com objetivo final de um dia sediar e conquistar a Copa do Mundo.

Mark Dreyer, especialista em esporte chinês, lembrou da ampla experiência do país na organização de grandes eventos internacionais. "Mas temo que outros candidatos (para sediar a Copa do Mundo de 2030) possam usar esta escolha (do Mundial de Clubes) contra a China", ponderou.

"Esses países podem falar: os chineses já conseguiram algo da Fifa, então temos que dar a Copa do Mundo para outro".

Mais recursos para o futebol feminino
Gianni Infantino, reeleito em junho para um segundo mandato à frente da Fifa, já afirmou que espera "50 bilhões de dólares" em receitas comerciais para o Mundial de Clubes de novo formato. Para uma fonte da AFP próxima à Fifa, porém, este número é "dificilmente crível".

O Mundial de Clubes é disputado atualmente com sete equipes, entre elas os campeões da Liga dos Campeões e da Copa Libertadores. As edições 2019 e 2020 da competição acontecerão no Catar. O país do Golfo aproveitará os torneios para testar e aperfeiçoar a infraestrutura e a logística para a Copa do Mundo de 2022.

A ideia de um Mundial de Clubes com 24 equipes foi adotada pelo Conselho da Fifa em março, em Miami. Mas sem o apoio da Uefa, que se opôs à concorrência do novo torneio com a Liga dos Campeões.

Infantino confirmou nesta quinta-feira que o Mundial de Clubes de 2021 terá oito equipes europeias. O mandatário da Fifa também foi questionado sobre se os jogadores terão que se autocensurar durante a competição na China, uma dúvida que surgiu devido à recente polêmica de um tuíte de um dirigente da NBA apoiando as manifestações pró-democracia em Hong Kong.

"Todo mundo poderá dizer o que quiser", respondeu Infantino. A Fifa também anunciou nesta quinta-feira que duplicará seu orçamento para o futebol feminino e investirá 1 bilhão de dólares na modalidade nos próximos quatro anos.


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