Cobertura pré-embarque surpreende seleção feminina

Equipe segue nesta terça (21) para Portugal, onde fará a aclimatação para a Copa do Mundo da França

Seleção brasileira feminina de futebolSeleção brasileira feminina de futebol - Foto: Fernanda Coimbra/CBF

A seleção brasileira feminina de futebol está seguindo, nesta terça-feira (21), com destino a Portugal, onde fará os ajustes finais para a Copa do Mundo, este ano sediada na França. O elenco comandado pelo técnico Vadão ficará em Portimão, na região de Algarve, até o início de maio. A intenção é se adaptar à temperatura e ao fuso horário europeu. No próximo dia 5, o grupo segue para Grenoble, onde fará a estreia no Mundial, contra a Jamaica, às 10h30 do dia 9.

Antes de partirem para o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, as jogadoras e a comissão técnica estiveram disponíveis para entrevistas no hotel onde estavam hospedados. A forte presença de jornalistas surpreendeu positivamente o grupo. “É uma coisa que eu sonhava muito, ter essa visibilidade toda. É de se espantar mesmo tanta gente aqui. Mas de nada vai valer se a gente não tiver empenho nesse Mundial. Não podemos colocar na cabeça que vamos voltar na primeira fase, isso jamais”, comentou a veterana Formiga, de 41 anos, com a propriedade de quem disputará a sétima Copa do Mundo da carreira. Ela, melhor do que ninguém na delegação atual do País, conhece essa virada de cenário que vem acontecendo, ainda que lentamente. “A cobertura da grande mídia está sendo maciça. E isso está sendo muito bom. Quem está na seleção e está brigando pelo futebol feminino esperava que isso acontecesse”, corroborou o técnico Vadão.

A melhor campanha da equipe no Mundial foi o vice-campeonato em 2007, na China. Na ocasião, a seleção nacional, na condição de uma das favoritas, fez a final do torneio com a Alemanha, perdendo por 2x0. Agora, embora tenha a melhor jogadora do mundo, a atacante Marta, o País está longe de figurar entre os candidatos ao título. O desafio da seleção na Copa da França é superar o momento difícil e colocar um ponto final na sequência negativa de resultados A última vitória da equipe foi em julho de 2019, contra o Japão (2x1), no Torneio das Nações. Desde então, foram nove derrotas.

Para Vadão, o time precisa diminuir os erros. “A gente pecou muito no fundamento passe e isso proporcionou muitos contra-ataques (nos jogos recentes). Acho que temos que melhorar essa organização, ter um pouco mais de acerto. Estatisticamente, por exemplo, tínhamos uma margem de erros de 10% de erros e agora, nesses amistosos, chegamos a ter 27%.”, analisou. Depois da Jamaica, o Brasil enfrenta a Austrália, em Montpellier, no dia 13, às 13h, e a Itália, em Valenciennes, no dia 18, às 16h. Os jogos serão válidos pelo Grupo C da primeira fase.


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