Com cinto apertado, Sport admite conversas para redução salarial

Através de comunicado, Rubro-negro afirmou que já não tem como 'evitar diminuição das despesas' pelos lados da Ilha do Retiro

Sport busca redução salarial junto aos jogadoresSport busca redução salarial junto aos jogadores - Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

Através de um comunicado à imprensa, o Sport anunciou nesta terça-feira (5), que dará início, de forma oficial, às tratativas com elenco profissional e comissão técnica para uma possível redução salarial. Enfrentando grave crise financeira, o clube rubro-negro lembra que diversas equipes do mundo vêm reduzindo os acordos com seus respectivos atletas, mas que nenhuma atitude foi tomada, ainda, pelos lados da Ilha do Retiro "salvaguardando o bem estar financeiro" dos jogadores.

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O clube lembra que, ainda em março, quando as atividades no futebol brasileiro foram paralisadas por conta da pandemia do novo coronavírus, foram pensadas formas de reduzir os vencimentos dos jogadores, após reuniões da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) com a Comissão Nacional dos Clubes (CNC). Segundo o Leão, à época foram abertas conversas "de maneira muito preliminar com o elenco" sobre o proposto pela CNC, mas nada oficializado.

Na ocasião, a Comissão Nacional de Clubes queria um corte de 50% nos salários, mas a proposta foi rejeitada de imediato pelos jogadores do Trio de Ferro da capital pernambucana, conforme falou o presidente do Sindicato dos Atletas de Pernambuco, Ramon Ramos. Somado a isso, os atletas queriam negociar diretamente com seus clubes. "Os atletas não querem resolver tudo de uma forma geral, mas sim com cada clube. Repassamos isso para a Fenapaf (Federação Nacional de Atletas Profissionais) e estamos aguardando o que eles vão decidir. O Sindicato está do lado dos jogadores e queremos que tudo se resolva da melhor forma.", falou à época Ramon. No mês passado, Náutico e Santa Cruz chegaram a acordos com seus elencos.

Segundo o comunicado do Sport, a decisão de debater com atletas e comissão sobre uma redução nos salários, se deve ao fato de não ser mais possível "evitar a diminuição das despesas" do clube. Atualmente, a folha salarial do Rubro-negro gira em torno dos R$ 2 milhões. Além de ver o número de sócios cair e patrocinadores cortarem verbas, o Leão sofre com a redução dos valores do pagamento dos direitos televisivos, feito pela Rede Globo, aos clubes da Série A do Brasileirão. De acordo informou o vice-presidente leonino Carlos Frederico, à reportagem da Folha de Pernambuco na última segunda, a instituição da Praça da Bandeira passará a ganhar pouco mais de R$ 500 mil mensais da emissora carioca.

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