Santa Cruz

Com direito a puxão de orelha, Schulle exalta ‘espírito de luta’ do time contra o Papão

Treinador destacou também a evolução do Tricolor do primeiro tempo para o segundo e parabenizou o elenco pelo ponto somado fora de casa

Itamar Schulle, técnico do Santa CruzItamar Schulle, técnico do Santa Cruz - Foto: Paulo Allmeida/Folha de Pernambuco

Um empate ressaltado. Com todos os olhos voltados para a Série C, competição considerada a mais importante do ano, o Santa Cruz segurou o placar de igualdade com o Paysandu, neste sábado (08), fora de casa, pela rodada de estreia da competição. Apesar de não ter sido o almejado, o resultado acendeu relapsos de evolução na equipe comandada por Itamar Schulle, que mudou da água para vinho depois do primeiro tempo ruim ante o Papão. 

Na entrevista pós-jogo, concedida à imprensa, o técnico tricolor analisou a mudança de comportamento do time nos 90 minutos - entre o primeiro e segundo tempo -, exaltando o espírito de luta que seus comandados tiveram para somar um ponto fora de casa. Na deixa, Schulle destacou a conversa que teve com a equipe na descida para os vestiários, inclusive, com puxões de orelha ao pedir maior interação de alguns jogadores na partida.  

“Tivemos um primeiro tempo em que exercemos uma marcação forte, mas não conseguimos evoluir da segunda para a terceira parte do campo. Tivemos poucas finalizações e fomos pouco criativos. Mas com o sistema defensivo bem sólido, o adversário tentando infiltrações, mas a equipe esteve bem organizada no sistema defensivo. No intervalo, nós conversamos com o grupo algumas coisas, às vezes precisa de um choque maior em alguns atletas para que eles sejam mais ativos e tenham mais participação. Conversamos com o grupo sobre a nossa postura, visto que eles deixavam espaço e tínhamos que aproveitar isso”, iniciou.
 

“Conversamos com o grupo para termos uma dedicação maior. Foi o que aconteceu. A equipe continuou muito bem postada no sistema defensivo, começou a criar oportunidades, finalizamos. Fizemos um segundo tempo muito bom, tivemos situações, em que o gol estava para nós fazermos, o que faltava era chutar no gol. Faltou uns detalhes do passe, onde poderíamos ter ganhado os três pontos, mas melhoramos bastante. Claro que viemos para os três pontos, mas levar um ponto contra uma equipe como é a do Paysandu e passando por todas as lutas que passamos, mais uma vez tenho que parabenizar o grupo pela luta que teve e por somar esse ponto fora de casa, que é importante na competição”, avaliou.

Apesar do crescimento da Cobra Coral no jogo, com os sistema defensivo, mais uma vez, entre o setor de maior destaque e solidez na equipe, outros lados do campo também chamaram a atenção. Desta vez, pelas dificuldades de criação e ofensividade. O Santa Cruz segue carente de reforços no meio de campo e no ataque, com a falta de jogadores que consigam sobressair bloqueios e, até mesmo, fazer a diferença no um contra um. O técnico coral também comentou a questão. 

“Não temos feito muitos gols e os números mostram isso. Mesmo assim, temos uma média de mais de um gol por jogo. E isso, às vezes, é suficiente para ganhar o jogo. Claro que a gente precisa evoluir. Como é que se evolui nesse quesito? Com o treinamento, repetição, finalização de direita, finalização com a esquerda. Cruzamentos com a direita, cruzamentos com a esquerda. Cabeceio, chute na diagonal...tudo se treina, explica, orienta e se faz”, concluiu.

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