Com ‘efeito dominó’ aumentando, Santa prioriza vidas e empregos

Cobra Coral começa a sofrer com arrocho de patrocinadores, também afetados pela pandemia da Covid-19

Constantino Júnior, presidente do Santa CruzConstantino Júnior, presidente do Santa Cruz - Foto: Anderson Stevens/Arquivo Folha

Até semana passada, o Santa Cruz parecia ser exceção entre os clubes do Brasil que desde a chegada da pandemia do novo coronavírus enfrentam problemas para manter patrocínios. Porém, o tempo passou e a avaliação sobre o cenário também. O aperto nas contas aumenta gradativamente com a crise. Sem entrar em detalhes sobre os nomes das marcas, o presidente do Santa Cruz, Constantino Júnior, revelou à Folha de Pernambuco a procura de alguns patrocinadores para renegociar e outros - que não encontraram alternativas - optaram por suspender temporariamente os contratos com o clube.

“Tem muita coisa que está sendo contabilizada ainda. Por exemplo, a cota de Copa do Nordeste veio pela metade. Patrocinador, alguns estão mantendo o pagamento independente disso, alguns estão reduzindo, outros pediram a renegociação e outros solicitaram a suspensão temporária de contrato, porque estão com dificuldade para receber de fornecedores. Isso não é só com o Santa Cruz, é com o futebol brasileiro. É um efeito cascata, parou para todo mundo”, explicou.

Vale lembrar que o cenário de indefinição, causado pela propagação do coronavírus no Brasil, é imprevisível e bastante dialético. Em contato com a reportagem na semana passada, o vice-presidente coral, Tonico Araújo, explicou que a receita que até então oferecia certo equilíbrio aos cofres do Tricolor era justamente parte do investimento proveniente dos patrocínios, montante de aproximadamente R$ 200 mil mensais - empregados no departamento de futebol.

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Embora o clube já lide com novos percalços financeiros, acumulado a tantos outros do passado, Tininho - como é conhecido - destacou as duas maiores prioridades do Santa Cruz no momento: preservar vidas e resguardar os empregos dos funcionários.

“Apesar de sermos o clube mais penalizado, porque é o que mais depende de torcida e de bilheteria por não ter cota, foi o time que se preocupou com as vidas. Vai atrasar um pouco, mas não estamos desligando ninguém. Apesar de toda a dificuldade, temos que preservar a vida e os empregos das pessoas que estão lá e que são nossos colaboradores”.

“Certamente, se as coisas estivessem andando, a projeção de receitas, os ativos que temos no caso de atletas da casa, bilheteria, mesmo com a folha toda enxuta e pagando muita conta lá de trás, estaríamos muito bem. Estaríamos com uma saúde financeira muito boa”, enfatizou.

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