Com Goiano, Náutico tem números iguais como 'precavido' e 'ousado'
Aproveitamento do Náutico tanto com dois como com três volantes é de 75%, contra o Bragantino, treinador deve manter apenas Josa e Luiz Henrique na marcação
Diante do Bragantino, domingo (26), na Arena de Pernambuco, pelas quartas de final da Série C, o Náutico precisa vencer por no mínimo dois gols de diferença para levar a decisão para as penalidades. Situação que fez o técnico Márcio Goiano optar por mudar sua tradicional postura tática com três homens de marcação, tirando um deles para a entrada de um meia-atacante. Porém, essa não será a primeira vez que o comandante opta pelo sistema e, analisando os dados envolvendo os dois cenários, o mais precavido e o mais ousado, existe um equilíbrio quase perfeito nos aproveitamentos.
Nos quatro primeiros jogos que comandou o Náutico, Goiano contou com apenas dois volantes de origem, jogando com quatro homens de função ofensiva. Jhonnatan e Luiz Henrique foram os escolhidos nos dois primeiros jogos, com Jobson e Josa ganhando oportunidades posteriormente. O aproveitamento foi de 75%. Foram três vitórias, contra Globo/RN (2x0), Remo (3x2) e Santa Cruz (1x0), e uma derrota, para o ABC (2x0).
Nos confrontos seguintes, o treinador optou pela entrada permanente de Josa no meio, com Luiz Henrique e Jhonnatan. Foram nove jogos, com seis vitórias, dois empates e uma derrota, no jogo passado, por 3x1, para o Bragantino. Um aproveitamento de 74%, praticamente o mesmo da tática anterior. O único jogo recente que Goiano abdicou do modelo tático foi no empate em 1x1, com o Globo/RN. Nesse dia, porém, o Timbu esteve ainda mais defensivo, com quatro volantes.
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