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Com Guto Ferreira, Sport se reinventou

Responsável pela guinada do Leão na temporada, treinador deu nova cara ao time que vinha de derrotas dolorosas

Técnico do Sport, Guto FerreiraTécnico do Sport, Guto Ferreira - Foto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

Depois de um início de ano decepcionante, que contou com uma eliminação precoce na Copa do Brasil para o Tombense/MG, a única coisa que restava ao Sport no primeiro semestre era conquistar o Campeonato Pernambucano. E para cumprir essa missão, a diretoria acertou em cheio. Com a saída do técnico Milton Cruz, após apenas sete jogos, o Leão trouxe para o comando o rodado Guto Ferreira. Além de ser um treinador que se firmou na última década entre equipes tradicionais do futebol brasileiro, pode-se dizer que o homem responsável pela guinada do Sport na temporada é um especialista em estaduais. Com a conquista de ontem, o comandante soma agora quatro títulos desse naipe.

A primeira conquista de Guto Ferreira treinando uma equipe profissional foi justamente um estadual. Em 2002, quando ainda estava no início de carreira, o treinador faturou o Campeonato Gaúcho pelo Internacional. A partir daí, sua carreira sofreu um leve declínio e o técnico passou a comandar times menos expressivos. Depois de vencer dois Campeonatos Paulistas do Interior, por Mogi Mirim (2012) e Ponte Preta (2013), o hoje comandante do Sport ganhou moral e passou a ser cobiçado por clubes mais tradicionais. Nesse tempo, somou mais dois estaduais ao seu currículo: o Campeonato Catarinense (2016), pela Chapecoense, e o Baiano (2018), em que esteve à frente do Bahia.

Carinhosamente apelidado pelos torcedores de "Gordiola", em alusão ao seu sobrepeso e homenageando o técnico catalão Pep Guardiola, Guto Ferreira chegou à Ilha do Retiro e rapidamente deu nova cara a um time que vinha de duas dolorosas derrotas: além da Copa do Brasil, foi derrotado pelo rival Santa Cruz, no Arruda. Logo em seu primeiro jogo à frente do Leão, a equipe venceu o surpreendente Afogados da Ingazeira por 3x1. Depois, goleou o sempre perigoso Salgueiro, por 4x0. Ambos os duelos aconteceram na Ilha do Retiro. Quando encarou o Central longe de seus domínios, nova vitória rubro-negra, dessa vez por 2x1. Os resultados deixaram a equipe em primeiro na fase inicial do Pernambucano.

Nas finais, mais vitórias na conta do treinador. Contra o Petrolina, uma goleada por 4x0 nas quartas de final. Na etapa seguinte, mais uma vez diante do Salgueiro, outro triunfo tranquilo, por 3x1. Já na primeira final, contra o Náutico, nos Aflitos, o Leão venceu novamente: 1x0. Nos seis primeiros jogos, foram 16 gols marcados. Uma ótima média de 2,6 por duelo. Além disso, somente três sofridos, o que dá uma média de 0,5 gol tomado por partida. Antes dos dois jogos decisivos, Guto Ferreira deixou claro sua sede de títulos. “Quanto mais grandiosa a final melhor. Todos gostam de jogar esse tipo de jogo. Sport e Náutico são estão sempre rivalizando. Espero que eu siga invicto e eles não”, brincou o querido "Gordiola".

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