Com novo trajeto, São Silvestre terá mais Centro e menos Barra Funda

Tradicional corrida de São Silvestre terá sua 92ª edição ocorrendo na manhã deste sábado (31)

O Centro de Formação Paulo Freire, criado há 20 anos dentro do Assentamento Normandia na cidade de Caruaru, é uma referência de educação popular na região e no paísO Centro de Formação Paulo Freire, criado há 20 anos dentro do Assentamento Normandia na cidade de Caruaru, é uma referência de educação popular na região e no país - Foto: Divulgação

A 92ª São Silvestre, que ocorre na manhã deste sábado (31) em São Paulo, tem novidade no percurso de 15 km. A prova da elite feminina começa às 8h40 e a da masculina, às 9h - horários de São Paulo.

As ruas da Barra Funda-Olga, Margarida e adjacências-, por onde até o ano passado os corredores passavam e de onde se avista o Memorial da América Latina, foram retiradas do itinerário.

"O trecho foi transferido para maior segurança e comodidade. As ruas [da Barra Funda] estreitas e muito próximas à largada estavam causando congestionamento entre os competidores", informa o comitê organizador.

O novo trajeto inclui mais voltas no centro histórico, principalmente nos entornos da praça da República.

Se perde o Memorial, o corredor e o espectador, por outro lado, ganham a chance de contemplar velhos pontos da capital, como a Biblioteca Mário de Andrade e a Câmara Municipal.

A prova de rua é uma das mais tradicional da América Latina, com edições desde 1925,sem interrupções.

Como ocorre desde 2014, inscreveram-se 30 mil corredores, o limite do evento.
Entre eles, 72 homens e 46 mulheres representam a elite.

A largada, em frente ao Masp, e a chegada, em frente ao prédio da Gazeta, ocorrem na avenida Paulista.

NA PISTA
As alterações no trajeto fizeram diminuir o número de curvas, o que deve tornar a prova mais rápida neste ano. A organização acredita que em um dia com temperatura por volta dos 25ºC e uma corrida com disputa acirrada pela liderança, o tempo pode ser até 20 segundos menor.

O recorde entre os homens pertence ao queniano Paul Tergat (43min e 12s, em 1995). Entre as mulheres, a também queniana Priscah Jeptoo (48min48s, em 2011).
Os favoritos desta edição são os campeões de 2016, o queniano Stanley Biwott e a etíope Ymer Wude Ayalew, que tenta a quarta vitória. Adversária de peso para Ayalew deve ser a queniana Jemima Sumgong, ouro na maratona da Rio-2016.

O mineiro Giovani dos Santos, quinto e melhor do país na edição passada, é a aposta entre os brasileiros. "Já fui cinco vezes pódio na prova. Está na hora de buscar o topo. Esse é o objetivo", afirmou dos Santos em entrevista coletiva nesta quinta (29).

No feminino, destaque a Joziane Cardoso, que neste foi ouro na Meia Maratona do Rio e prata na Meia Maratona de São Paulo e na Volta da Pampulha, em Belo Horizonte.

A última vitória de um brasileiro foi em 2010, com Marílson dos Santos. Entre as mulheres, ocorreu em 2006, com Lucélia Peres. O maior período do país sem vitórias foi 33 anos. O jejum durou de 1946 a 1979. Em 1980, Zé João venceu a prova.

SÃO SILVESTRE
15 curiosidades sobre a prova

1 - NOME E DATA
Dia 31/12 é o dia de São Silvestre, santo que foi papa de 314 a 335, durante o império romano de Constantino 1º, o primeiro a se converter ao cristianismo

2 - PRIMEIRA PROVA
Idealizada pelo jornalista Cásper Líbero (1889-1943), ocorreu em 1925, teve 48 participantes, sendo que 37 cruzaram a linha de chegada

3 - PRIMEIRO VENCEDOR
Foi Alfredo Gomes, que um ano antes havia sido o porta-bandeira do Brasil na Olimpíada de Paris

4 - TRADIÇÃO
Desde 1925, a São Silvestre nunca deixou de ser realizada -nem em 1932, ano da Revolução Constitucionalista, nem durante a Segunda Guerra Mundial, 1938-1944

5 - FESTA BRASILEIRA
Entre 1925 e 1944, apenas brasileiros e estrangeiros que residissem no país podiam participar. No período, os paulistas só não venceram três edições: 1927 e 1929, em que o vencedor foi o italiano Heitor Blasi; e 1941, quando o mineiro José Tibúrcio dos Santos quebrou a hegemonia paulista

6 - ELAS
Em 1975, quando a ONU (Organização das Nações Unidas) declarou o "Ano Internacional da Mulher", a prova feminina da São Silvestre foi realizada pela primeira vez, acompanhando tendência de cada vez mais mulheres participarem de corridas de rua

7 - JEJUM
O maior período sem um brasileiro vencer a prova foi 33 anos, de 1946 a 1979. O jejum foi quebrado por José João da Silva, que venceu em 1980

8 - É HEXA
Entre as mulheres e no geral, a maior campeã é a portuguesa Rosa Mota. Venceu seis vezes consecutivas (de 1981 a 1986)

9 - É TETRA
Embora entre os homens o maior campeão seja o queniano Paul Tergat, com cinco conquistas, o único a vencer quatro provas seguidas foi o equatoriano Rolando Vera (1986/87/88/89)

10 - A VEZ DELAS
Demorou 20 anos para uma brasileira vencer a prova feminina, cuja primeira edição foi em 1975. Em 1995, Carmem Oliveira chegou em primeiro

11 - DA NOITE PRO DIA
A principal marca registrada da prova, ser disputada à noite, durou até 1988. Em 1989, ocorreu a primeira São Silvestre diurna -a largada foi à tarde

12 - 15 KM
O percurso variou ao longo dos anos, sendo o menor já registrado de 5,5 km (1942-1945). Em 1991, foram estabelecidos os 15 km. Alteração visou a inclusão da prova no circuito internacional de corridas de ruas

13 - CHEGADA NO IBIRA
Em 2011, o trajeto sofreu uma alteração determinante e a chegada passou a ser ao lado do parque Ibirapuera. A mudança durou só um ano

14 - ALVORADA
Em 2012, a prova passou a ser realizada nas manhãs do dia 31 de dezembro, e a chegada foi devolvida à avenida Paulista

15 - LOTAÇÃO MÁXIMA
Desde 2014, o número de corredores que participam da prova anualmente é limitado a 30 mil pessoas. Nem todos são de elite

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