Comitê Paralímpico comemora temporada de crescimento

Brasileiros conquistaram títulos e quebraram recordes mundiais, além de já garantirem algumas vagas em Tóquio-2020

Brasileiros comemoram título no Futebol de 5Brasileiros comemoram título no Futebol de 5 - Foto: Divulgação

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulgou, nesta quinta-feira (20), um balanço da temporada 2018, que termina com números positivos para o País tanto em número de conquistas, quanto em melhora de resultados e classificações antecipadas para os Jogos de Tóquio-2020.

Os atletas nacionais estiveram em 12 campeonatos mundiais, conquistando um total de 20 medalhas, sendo seis de ouro, sete de prata e sete de bronze. A seleção de futebol de 5, por exemplo, tornou-se pentacampeã mundial, em junho, e já garantiu vaga para as Paralimpíadas. As equipes masculina e feminina de goalball também já carimbaram passaporte para os Jogos. Os três primeiros colocados no Mundial da Suécia classificavam-se. Os homens sagraram-se bicampeões do mundo, enquanto as mulheres ficaram com o terceiro lugar.

A dupla Jairo Klug e Diana Barcelos subiu ao lugar mais alto do pódio no Mundial de Remo, na Bulgária, assim como Igor Tofalini, na canoagem. Lauro Chaman, no Mundial de Ciclismo de Pista, e Alana Maldonado, no judô, completaram os títulos do Brasil em 2018.

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A temporada também foi de quebra de recordes mundiais. Oito novas marcas foram estabelecidas por atletas nacionais, com destaque para Elizabeth Gomes, no arremesso de peso e dardo (classe F52). O atletismo foi a modalidade com o maior número de recordes, graças também a outros três atletas: André Rocha, no arremesso de peso (F53), Claudiney dos Santos, no lançamento de disco (F56), e o velocista Petrucio Ferreira, nos 100 metros e 200 metros (T47). O multimedalhista paralímpico Daniel Dias, por sua vez, melhorou a própria marca mundial nos 50 metros livre S5 durante a etapa Sheffield, na Inglaterra, da World Series – principal circuito de competições da natação pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).

Neste ano, o Brasil fez ainda a sua segunda participação nos Jogos de Inverno, com três atletas. Cristian Ribera, do esqui cross-country, teve a melhor performance de um brasileiro no evento, com o sexto lugar. "O saldo esportivo deste ano é extremamente positivo para o Comitê Paralímpico Brasileiro. Apesar de ser a temporada com o menor número de competições internacionais, foi possível observar que estamos muito bem posicionados para as disputas que estão por vir em 2019 (Jogos Parapan-Americanos de Lima) e, consequentemente, para os Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020, que são o nosso principal objetivo dentro deste ciclo", disse Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

    Retrospecto paralímpico

Nas últimas três edições dos Jogos Paralímpicos, o Brasil se firmou no top 10 do quadro de medalhas. Em Pequim-2008, a delegação ficou em nono lugar, com 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes. Quatro anos depois, em Londres-2012, o País obteve seu melhor resultado, terminando em sétimo, com 21 ouros, 14 pratas e oito bronzes. Já na Rio-2016, a equipe verde-amarela obteve um número maior de medalhas (14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes), mas teve menos ouros em relação à edição anterior e caiu uma posição no geral, ficando em oitavo.

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