Conselho aprova e Náutico terá eleições antecipadas

Escolha do novo presidente acontecerá no dia 16 de julho

Conselheiros usaram como argumento o artigo 62 do estatutoConselheiros usaram como argumento o artigo 62 do estatuto - Foto: Divulgação

Em reunião extraordinária realizada na noite desta segunda (22), na sede do Náutico, ficou definida a antecipação da eleição presidencial do clube, marcada anteriormente para ocorrer no final do ano. Na semana passada, dezenas de conselheiros enviaram requerimentos em que solicitavam a inclusão do tema na pauta das discussões do Conselho Deliberativo. O órgão, presidido por Gustavo Ventura, acatou o pedido e trouxe para votação – com a maioria dos alvirrubros baseando-se no artigo 62 do Estatuto que diz que "em casos excepcionais e devidamente justificados, o Conselho Deliberativo poderá, visando preservar os interesses do clube, autorizar a antecipação das eleições do presidente e do vice-presidente da Diretoria Executiva". A nova eleição será realizada no dia 16 de julho. Os conselheiros Alexandre Carneiro, Ivan Rocha, Bruno Becker, Carlos Roma e Roberto Andrade formarão a Comissão Eleitoral.

O CD aponta diversos fatores para a antecipação do pleito, entre eles: estouro do orçamento 2016; rejeição do planejamento anual de 2017; adiantamento de verbas em 2016 sem prévia autorização do Conselho Deliberativo; não pagamento de tributos, parcelamentos acordados, dívidas trabalhistas e Profut; criação de passivo trabalhista presumido em mais de R$ 9 milhões; ausência de prestação de contas a partir de setembro/2016; continuidade de folha salarial alta em 2017 no Departamento de Futebol, apesar da crise financeira já reconhecida e não pagamento de energia elétrica, causando corte no fornecimento.

Além disso, é citada ainda a "falta de prestação de contas e uso indevido de recursos captados para a obra do estádio (Executivo lançou boleto com finalidade específica para a reforma, recebeu cerca de R$ 100 mil, alega ter usado R$ 70 mil na obra (sem documentação que sustente alegação) e confessou o uso de R$ 30 mil para outros fins); recebimento de verbas destinadas aos Aflitos e não repassadas à Comissão Paritária (campanha Voltando pra Casa e recadastramento das cadeiras); atitude omissa em relação à cobrança de indenização contra a Arena; e pedido de empréstimo, não autorizado pelo Conselho, a factoring". 

Vale lembrar que Ivan Brondi, ex-jogador que atuou na campanha do hexacampeonato pernambucano (1963-1968), começou sua passagem política no clube como vice-presidente na chapa de Marcos Freitas, eleito em 2015. O mandatário, porém, precisou se afastar do cargo por motivos de saúde. Em dezembro do ano passado, Brondi assumiu oficialmente a missão de comandar o Executivo do Timbu. Vale citar que o Estatuto permite ao atual presidente completar seu mandato até o final de 2017.

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