Copa do Mundo

Copa começa com mensagem de união, mas ausência de álcool divide torcedores no Catar

A proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios e arredores continua gerando polêmica e, no primeiro jogo do mundial, virou até motivo de "protesto"

Cerimônia de abertura da Copa 2022Cerimônia de abertura da Copa 2022 - Foto: Victor Pereira/Cortesia

CATAR - Mais de 67 mil torcedores de todas as partes do mundo estiveram presentes na partida de abertura da Copa do Mundo 2022 e viram de perto a vitória do Equador em cima do Catar por 2x0, no estádio Al Bayt, pelo Grupo A. Mas, antes do triunfo equatoriano diante dos anfitriões, a multidão também pode desfrutar de 30 minutos de um mega show que marcou o início do mundial, com presenças ilustres, como o astro de Hollywood Morgan Freeman, e um dos vocalistas do grupo sul-coreano BTS, Jung Kook

 

Com investimento pesado em pirotecnia, a mensagem principal era uma só: promover a união. Uma forma de minimizar as muitas críticas que se intensificaram ao Catar em relação às denúncias de violação de direitos humanos. Após o show, Tamim bin Hamad al-Thani, Emir do Catar, fez o discurso de abertura.

Pedido de união

"Recebemos todos de braços abertos na Copa do Mundo 2022. Nós trabalhamos e fizemos muitos esforços para garantir o sucesso desta edição. Investimos para o bem de toda a humanidade. Durante 28 dias, vamos acompanhar essa festa de futebol nesse espaço de diálogo e civilização. As pessoas, por mais que sejam de culturas, nacionalidades e orientações diferentes, vão se reunir aqui no Catar. Que beleza juntar essas diferenças todas. Desejo a todas as seleções muito sucesso. Para todos vocês, meus desejos de felicidades", disse.

"Queremos cerveja"

No entanto, 45 minutos depois da cerimônia terminar, a bola rolou e os torcedores não se mostraram tão unidos assim. Os equatorianos iniciaram um protesto bem-humorado, em que gritavam: “queremos cerveja”. “Sentimos tanto durante o jogo que fizemos uma música para pedir isso. É a nossa tradição. Na verdade, é uma tradição em inúmeros países do mundo inteiro. Faz falta”, lamentou o equatoriano Mário Lopez, de 27 anos, que destacou o que chamou de “morto” o clima na torcida.

Nem todos os conterrâneos presentes, porém, concordam. “Eu estou muito feliz de estar aqui, essa experiência está sendo incrível. Com ou sem álcool, o principal aqui é assistir meu país jogar. Se tiver álcool, ótimo. Se não, também”, apontou a torcedora Sofia Robalino.

Enquanto a nossa reportagem conversava com alguns torcedores do Equador, que repetiam “queremos cerveja!”, um grupo de mexicanos se aproximou e, com uma adaptação cultural, o coro se tornou “queremos tequila”.

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