Cortes no Bolsa Atleta mantêm verba para quem ganha mais

De 5.830 contemplados na relação divulgada no fim de 2017, o número passou para 3.058 atletas

Governo de Michel Temer reduziu número de contemplados no programa Bolsa Atleta para 2019Governo de Michel Temer reduziu número de contemplados no programa Bolsa Atleta para 2019 - Foto: José Cruz/Agência Brasil

Publicada pelo Ministério do Esporte nesta sexta-feira (28), dias antes do fim do governo Michel Temer (MDB), a lista de contemplados no programa Bolsa Atleta para 2019 prevê um corte de 47,5% das bolsas e o fim das categorias atleta estudantil e atleta de base.

De 5.830 contemplados na relação divulgada no fim de 2017, o número passou para 3.058. Com a extinção das duas categorias, restaram três: atleta olímpico e paraolímpico, atleta internacional e atleta nacional.

Na última edição foram destinadas 444 bolsas para atletas estudantis e 254 para atletas de base. Apesar de ter sido mantida, a categoria atleta nacional passou de 3.955 beneficiados para 1.740. 

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A distribuição das bolsas obedece a uma hierarquia. Primeiro recebem os atletas olímpicos e paraolímpicos, depois os internacionais, nacionais, estudantis e por fim os de base.

Segundo o edital de inscrição, caso o orçamento do programa não permita beneficiar todos os inscritos com direito ao pagamento, essa hierarquia será seguida para a definição dos contemplados.

Existem ainda outros critérios, como desempenho e modalidade. Esportes individuais levam vantagem sobre os coletivos na definição dos beneficiados, por exemplo.
Atletismo e natação respondem pelo maior número de contemplados, com 529 e 273 atletas respectivamente. Do total, 1.799 são homens e 1.259 são mulheres. Segundo o Ministério do Esporte, 125 contam com outro patrocínio.

Atualmente, o valor das bolsas nas categorias que serão extintas é de R$ 370 mensais. Atletas nacionais recebem R$ 925, internacionais, R$ 1.850, e olímpicos e paralímpicos, R$ 3.100.

Há ainda a categoria bolsa pódio, para aqueles que o governo considera ter chances de medalhas nos Jogos Olímpicos, com pagamentos que variam entre R$ 5 mil e R$ 15 mil mensais. O edital da categoria máxima do programa é publicado separadamente.

Os últimos são de agosto e setembro deste ano e beneficiaram 127 atletas olímpicos e 143 paraolímpicos.

A redução das bolsas é consequência do orçamento menor destinado pelo governo federal para o programa: R$ 53,6 milhões. No ano passado foram R$ 79,3 milhões.

De 2016 para 2017 também houve um corte significativo no Bolsa Atleta, com a exclusão de 1.071 bolsas de modalidades que não estão nos programas dos Jogos Olímpicos ou Paralímpicos. No ano da Rio-2016, o orçamento foi de cerca de R$ 140 milhões.

O termo de adesão que os atletas começaram a receber ontem prevê o pagamento de três das 12 parcelas previstas. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Esporte, as bolsas serão pagas com verbas dos orçamentos de 2018 e de 2019, prática diferente da adotada nos últimos anos, quando as verbas tinham origem no orçamento do ano em que era publicada a lista. Nesta edição, dos R$ 53,6 milhões previstos, R$ 13,7 milhões sairão do orçamento de 2018, e o restante, do de 2019. Ainda de acordo com o órgão, os contemplados assinarão no ano que vem um novo termo de adesão, referente aos outros nove meses, mas não há riscos de rompimento do programa com a mudança de governo.

A lista dos contemplados pode ser vista aqui

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