Craques do futuro entram em ação no Mundial sub-17

Celeiro de joias do futebol, Copa do Mundo Sub-17 inicia 18ª edição tendo Brasil como sede e favorito à conquista do título

Seleção brasileira, que vive jejum de conquistas na categoria, vai em busca de seu quarto títuloSeleção brasileira, que vive jejum de conquistas na categoria, vai em busca de seu quarto título - Foto: Thaís Magalhães/CBF

Amantes do futebol de base ao redor do planeta vão voltar todas as suas atenções para o Brasil nos próximos dias. O motivo é plenamente justificável. A partir deste sábado, o gigante da América do Sul será palco da 18ª Copa do Mundo Sub-17. Em outras palavras, há uma enorme chance de que alguns dos principais craques do futuro mostrem um pouco de seu talento no chamado País do Futebol. A seleção brasileira, naturalmente, está presente na disputa. E o time comandado pelo técnico Guilherme Dalla Déa vai em busca de seu quarto título, o que significaria também o fim de um longo jejum: o último troféu da Canarinho no torneio foi no distante ano de 2003.

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A briga pela taça já começa neste sábado, às 17h, quando o Brasil encara o Canadá no estádio Bezerrão, em Gama, no Distrito Federal. Goiânia (GO) e Cariacica (ES) também vão receber partidas. A Canarinho está no Grupo A. Além do adversário da estreia, a equipe enfrentará Nova Zelândia e Angola. Em tese, nenhuma potência da modalidade. No entanto, a situação costuma ser diferente em campeonatos de base. Tanto é que o maior vencedor do Mundial sub-17 é nada menos do que a Nigéria, com cinco conquistas. O escrete verde-amarelo é o segundo com mais troféus. Em seguida, nada de Argentina, Alemanha, Itália ou outra força, mas sim Gana e México, com dois títulos cada.

Como não poderia ser diferente, a seleção brasileira entra com favoritismo. Além de contar com a torcida e a tradição na categoria, o time conta com joias do nosso futebol, como os atacantes Talles Magno (Vasco) e Kaio Jorge (Santos), e os meias-atacantes Lázaro (Flamengo) e Talles Costa (São Paulo). Mesmo sem poder contar com o promissor meia Renier (Flamengo), que não foi liberado pelo clube, trata-se de uma equipe que promete ir longe, ao lado de outros emblemas também cotados para fazer bonito nos gramados locais, como Nigéria, França, Espanha, Argentina e México. A primeira fase parece tranquila para os donos da casa. Nas finais, contudo, a vida não deverá ser fácil.

Para o treinador Guilherme Dalla Déa, o segredo para uma boa campanha é apostar no "futebol alegre", que fez a fama do Brasil. "Estamos trabalhando com atletas de alto nível. Não posso privá-los de usufruir da Copa do Mundo, deixar com que essa pressão os leve para campo de forma diferente. Precisamos transformar essa pressão em algo positivo. Eu sempre cobro eles dentro do vestiário: cadê o sorriso? Eu preciso ver esses atletas com alegria", apontou, sem se esquivar do compromisso. "Nós temos uma responsabilidade muito grande. Mas a partir do momento em que entramos naquele gramado, precisamos ter alegria e orgulho de estar representando a Seleção Brasileira", ressaltou.

Caso o Brasil não encerre o jejum de conquistas, o certame ao menos serve como oportunidade para observar atletas promissores. Neymar e Philippe Coutinho (2009) disputaram o torneio. Já Ronaldinho Gaúcho (1997) é, até hoje, o único campeão do Mundial Sub-17 e como profissional. A competição também apresentou outros talentos que ganharam a Copa do Mundo, como Casillas, Cesc Fàbregas, Xavi e Iniesta (Espanha); Buffon, Del Piero e Totti (Itália) e Toni Kroos (Alemanha), embora eles não tenham chegado ao topo no sub-17. Neste ano, além dos brasucas, despontam nomes como Adil Aouchiche (França), Pedri (Espanha), Matías Palacios (Argentina) e Efraín Álvarez (México).

O Brasil está no Grupo A. O Grupo B contará com Nigéria, Hungria, Equador e Austrália. Já o Grupo C tem Coreia do Sul, Haiti, França e Chile. O Grupo D reúne Estados Unidos, Senegal, Japão e Holanda. Para muitos, trata-se do bloco mais equilibrado da competição. No Grupo E, França, Argentina, Camarões e o surpreendente Tadjiquistão brigam por uma vaga na próxima fase. Por fim, o Grupo F é composto por Itália, México, Paraguai e Ilhas Salomão. No total, são 24 equipes. Elas estão divididas em seis grupos. Avançam para as finais os dois melhores de cada chave, mais os quatro melhores terceiros colocados. As 16 seleções qualificadas disputarão um mata-mata até a grande final.

Copa do Mundo Sub-17

Crédito: Arte FolhaPE

 

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