Cristian de Souza lamenta derrota do Santa Cruz e reconhece dificuldade de propor jogo em casa
Tricolor foi derrotado pelo Figueirense em plena Arena de Pernambuco nesse sábado (25)
A frustração marcou a entrevista coletiva do técnico Cristian de Souza após a derrota do Santa Cruz por 1 a 0 para o Figueirense, na Arena de Pernambuco, no final de tarde desse sábado (25).
Além do fim da sequência de três vitórias consecutivas e da perda da chance de assumir a liderança da Série C, o comandante tricolor reconheceu mais uma vez a incômoda dificuldade da equipe de atuar diante de seus torcedores.
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Logo na abertura de sua fala, o treinador fez questão de pedir desculpas aos mais de 25 mil tricolores que compareceram ao estádio.
“Ao nosso torcedor, que veio, marcou a sua presença, fica o nosso pedido de desculpas por não ter devolvido a eles essa vinda até aqui com três pontos. [...] a dificuldade de propor [jogo], de jogar em casa, mais uma vez apareceu. [...] O aproveitamento da maioria das equipes está abaixo da média quando tem que jogar dentro dos seus domínios e quando sai perdendo, sai com o resultado negativo, as dificuldades aumentam ainda mais”, analisou.
A queda de rendimento no segundo tempo
O Tricolor do Arruda protagonizou um primeiro tempo com um bom volume de jogo, mas acabou sendo punido pelo erro defensivo que originou o gol de pênalti de Emerson Galego e pela falta de efetividade no ataque.
Everaldo, atacante do Santa Cruz. Foto: Paulo Paiva / FPF
Ao ser questionado sobre as escolhas táticas, como o uso de Eurico e o adiantamento de peças no meio-campo, Cristian explicou que ainda busca o encaixe ideal para o setor e que o gol sofrido desestruturou a estratégia.
“[A estratégia] Vinha funcionando relativamente bem até nós tomarmos o gol. Tentamos adiantar um pouquinho Favela para usar a sua força no corredor, o Vitinho por dentro também, o Everaldo naquela função mais centralizada. [Mas] quando a gente solta atrás no placar, essa dificuldade aumenta. O adversário baixa mais o bloco no final do primeiro tempo”, explicou.
Na etapa final, o treinador tentou promover mudanças para deixar o time mais leve e ofensivo, mas admitiu que as substituições não surtiram o efeito esperado.
“As nossas entradas não corresponderam aquilo que a gente tinha como ideia, como estratégia, não conseguiram dar o “up” que em outros jogos estavam dando. E o jogo ficou a caráter para o adversário. Baixou essas linhas de marcação, tinha jogadores com velocidade, com muita força na frente. Foi onde eles trouxeram dificuldade”, afirmou.
Elenco do Santa Cruz. Foto: Paulo Paiva/FPFJejum dos atacantes e desafio ofensivo
Outro ponto comentado pelo treinador foi a cobrança sobre os camisas 9 do elenco. Cristian defendeu os atacantes e assumiu que o problema é coletivo, já que o sistema do Santa Cruz ainda cria poucas oportunidades claras.
“Nosso time ainda produz pouco para o 9 jogar. Tem muita dificuldade dessa bola chegar ao fundo e ser cruzada dentro da área. Essa dificuldade dos nossos 9 é ter a possibilidade da finalização. Não vi no jogo uma possibilidade do 9 finalizar. Isso aí é uma marca nossa em casa. Defensivamente a gente tem uma cara já. Nós temos opções. Agora é o ajuste mais difícil de toda equipe de futebol, que é a questão ofensiva”, comentou.
Foco na sequência da Série C
Apesar do tropeço que manteve o Santa Cruz na 3ª colocação, Cristian reforçou que a Série C é um campeonato de equilíbrio e que a definição dos classificados ocorrerá apenas nas rodadas finais.
O elenco terá duas semanas de treino antes do próximo compromisso contra o Botafogo-PB, marcado para o sábado (8), às 17h, fora de casa.
“Agora tem mais duas semanas para trabalhar. Seguimos no nosso processo de organização para achar as melhores peças, as melhores características dentro daquilo que a gente tem. A série C é isso, é equilíbrio. Os oito classificados vão se definir lá nas últimas rodadas”, concluiu.

