Dal Pozzo relata rotina de trabalho durante quarentena

Treinador mantém contato quase diário com comissão técnica, atletas e dirigentes para debater sobre sistema de jogo, reforços e possíveis cenário no retorno das competições

Gilmar Dal Pozzo, técnico do Náutico Gilmar Dal Pozzo, técnico do Náutico  - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Oficialmente, o elenco do Náutico e a comissão técnica estão de férias até o final do mês. Porém, o cenário na prática é outro. Os atletas continuam trabalhando a parte física por meio de uma cartilha de atividades passada pela preparação do clube. Já o treinador Gilmar Dal Pozzo segue em contato quase diário com seus comandados, membros do staff alvirrubro e dirigentes para discutir sistemas de jogo, reforços e possíveis cenários no retorno das competições pós-pandemia do novo coronavírus.

Impacto inicial da pausa

Depois do jogo contra o Fortaleza, a semana foi de incerteza por conta do coronavírus. Não sabíamos o que aconteceria. Ficamos apreensivos. Depois, eu procurei ficar com minha família porque o início da temporada foi puxado. Tivemos muitos jogos, concentrações, treinos e, nesse período, a gente acaba deixando um pouco a família de lado para focar no trabalho. Passei inicialmente a aproveitar o período familiar, com minhas filhas.

Análise de trabalhos antigos

Fiz uma análise profunda do início da temporada. Assisti todos os nossos jogos, alguns até duas vezes. Queria ver os aspectos positivos e negativos, fazendo uma análise fria sobre o que podemos melhorar. Também vi uma retrospectiva da Copa do Mundo de 1982, da melhor seleção que vi jogar. Acompanhei jogos da campanha que fiz na Chapecoense, em que tínhamos um conceito de jogo e uma equipe que gostava de ver em campo. Fiz ainda uma retrospectiva com relação a outros times que trabalhei, como Veranópolis.

Exemplo da Europa


Eu me aprofundei muito em algumas equipes que gosto de ver jogando atualmente, caso do Liverpool. Foquei muito no trabalho, procurando me reinventar para, quando o campeonato recomeçar, ter todas as certezas com relação à metodologia de trabalho e sistema de jogo.

Altos e baixos da paralisação

A parte negativa é quanto aos atletas que estavam bem condicionados fisicamente, no nível máximo, mas que agora terão uma perda. Mas todas as equipes terão esse prejuízo. A parte positiva foi a recuperação dos atletas que estavam lesionados. Tivemos muitos problemas que interferiram nos resultados e no desempenho do time. Sentimos muita falta dos jogadores porque eram importantes dentro do sistema. Com a recuperação, nós criamos uma expectativa boa porque a maioria poderá treinar quando voltarmos.

Diálogos sobre presente e futuro

O contato é quase diário com comissão técnica, atletas e principalmente com a diretoria, discutindo sugestões para passar à Federação e CBF, mostrando uma luz para a sequência das competições. Colocamos nosso ponto de vista sobre o assunto. Conversamos sobre contratações. Estamos fazendo isso com intensidade, procurando trazer jogadores de qualidade, com caractéristica dentro do nosso sistema. Falamos também com nossos preparadores físicos e fisiologistas. Eles estão mantendo os atletas em uma boa condição física dentro do possível. Estamos monitorando o trabalho. Na parte técnica, eu converso com Luciano (auxiliar) toda semana, debatendo os jogos que fizemos no ano. Os analistas também participam por videoconferência nas discussões sobre conceitos e sistemas de jogo. Com os atletas, conversamos com algumas lideranças para resolver a questão salarial.

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